
Com certeza todo brasileiro consciente está acompanhando o escândalo do Banco Master, mas quantos ainda se lembram do escândalo do BANCO RURAL? Com certeza poucos, a não ser os milhares de credores daquele banco que ainda não receberam os seus créditos apesar de estarem a mais de 20 anos pedindo isso na Justiça.
A liquidação extrajudicial do Banco Rural, ocorreu em consequência de um dos principais escândalos financeiros e de corrupção que foi o MENSALÃO. Lembremo-nos de que após apuração do Banco Central e relatórios diversos da Polícia Federal e outros órgãos públicos, teve a decretação da liquidação extrajudicial em 02 de agosto de 2013.
Decorridos mais doze anos e meio, e nada aconteceu, absolutamente nada. Os credores, inclusive os originários de ações trabalhistas, não receberam nenhum tostão ou qualquer consideração. Infelizmente é o triste retrato de nosso tão querido país onde NADA É GARANTIDO, mas o CRIME SEMPRE COMPENSA.
Por que a imprensa aberta não fala sobre isso?
Aqui está o XIS da questão: A sujeira do sistema sempre é colocada embaixo do tapete. O Tal Banco Rural, de Minas Gerais, na verdade era e foi o braço financeiro do lulopetismo para pagar o mensalão aos parlamentares que apoiavam o Lula. Na época o próprio Jornal O Globo, assim noticiou: “esquema de pagamento de propina a políticos aliados do governo Lula, entre 2003 e 2005, de acordo com o BC, o banco mineiro cometeu “graves violações” às normas do sistema financeiro nacional”.
Sem dúvidas, o Banco Rural quebrou por estar no centro do escândalo de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo Lula no escândalo do MENSALÃO. Três dirigentes da instituição, viraram réus no processo do mensalão e foram condenados. Vale recordar que o Banco Central ainda não tinha a autonomia que tem hoje. A lei que estabeleceu a chamada autonomia do Banco Central Lei Complementar 179, originária do PLP 19/2019, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), determinou a adoção de mandatos de quatro anos para presidente e diretores da autarquia federal. Esses mandatos ocorrerão em ciclos não coincidentes com a gestão do presidente da República.
Neste país em que o crime compensa, o caso do Banco Rural é mais uma das robustas provas que mostra isso. Aqui, de fato, as penas só existem para os criminosos comuns. Os criminosos e corruptos de colarinho branco, sempre acabam se safando das condenações. Mesmo contestado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o indulto natalino assinado pelo ex-presidente Michel Temer em 2017 livrou os dirigentes do Banco Rural, Kátia Rabello e José Roberto Salgado e do publicitário Ramon Hollerbach Cardoso, ex-sócio do operador do esquema do mensalão, Marcos Valério que tinham sido condenados no processo. Mais uma vez o STF decretou, a “extinção da punibilidade” e agora fazem parte da enorme lista dos ex-condenados (sem absolvição) como do próprio comprador dos votos do mensalão o atual presidente. A medida foi interpretada pela procuradora-geral da República, na época Raquel Dodge, como uma ameaça à Operação Lava Jato e mais uma materialização do comportamento de que “o crime compensa”. Na prática o caso do Banco Rural, no judiciário, foi o começo do desmonte da lavajato, aliás existem ações desde 2006 contra o Rural que aguardam o final da liquidação pelo Banco Central, ou seja exatos 20 anos de espera para ver se sobrou alguma coisa para os credores. (https://www.estadao.com.br/politica/indulto-assinado-por-temer-beneficia-condenados-no-mensala/)
Será que toda a sujeira continuará embaixo do tapete ou os milhares de credores lesados pelo banco do mensalão continuarão ignorados? Fica a dica, se algum dos preclaros 594 parlamentares da república, tiverem o peito e a coragem de tentar saber o que está realmente acontecendo com a liquidação do Rural, basta saberem que o Banco Central, na época da liquidação 2013, nomeou uma Comissão de funcionários para apurar a quebra, sendo Lucas Alves Freire (presidente), José Vianna de Assis Junior (relator), Cibele Lie Sassaki (relatora), Mirian Silva Carvalho (assistente) e Raphael Mendes Avelar (assistente). https://istoedinheiro.com.br/bc-nomeia-comissao-de-inquerito-para-o-grupo-rural
Depois do Plano Real, já tivemos a quebra de vários bancos, mas este do Master é emblemático de como o petismo sempre está envolvido nos casos de corrupção. Ministros do governo em atividade, também eram membros de conselhos bancários, escritórios de advocacia de familiares e esposas de magistrados, que receberam milionários honorários para patrocinar causas das falcatruas do MASTER, levantadas, mas já com tentativas de ir pra baixo do tapete.

Então srs. Senadores e Deputados Federais, agora o que interessa é brigar pela instalação de uma CPI, que será a 15ª da fila e só depois da eleição deste ano, que poderá ser instalada e bem por isso apoiada pelo PT e aliados do governo? Ou uma CPMI, comissão mista, já com número de assinaturas, para iniciar de imediato a verificação de mais este rombo escandaloso do Banco Master?
Será que mais essa sujeira também irá pra baixo do tapete, como foi aquela do escândalo do “Arrozão” nas enchentes do Rio Grande Sul, quando se tentou uma compra de arroz estrangeiro sem qualidade, sob o falso argumento de evitar a elevação do preço?
O Parlamento, não pode se omitir neste caso do Master, principalmente porque as provas mostram, ministros do Executivo e do STF que estão envolvidos. Ainda mais com a evidência que se tornou voz pública pela decretação de sigilo sobre o caso Master, por si só, mostrando a falta de transparência do nosso poder judiciário. O ex-advogado do PT, que não passou em 2 concursos para juiz substituto, tornou-se ainda mais suspeito de envolvimento com o caso, não só por ter pegado carona no avião particular com o advogado do Master, mas pelo envolvimento de seus parentes que estão na lista das maracutaias bancárias do dono do Master, que esteve no ano passado por 17 vezes no Banco Central na tentativa de quebrar seu galho, além de encontro com o próprio Lula no Palácio, sem agenda registrada.
Para criar mais uma cortina de fumaça o Presidente do STF, proclamou que sua grande meta será instituir um Código de Ética, para a mais alta corte da justiça.Como disse um experiente advogado e professor de direito: “É o fim da picada. Depois de 2 séculos de Proclamação da República, a mais alta corte de justiça brasileira, pela iniciativa de alguns dos seus próprios membros, chegaram à conclusão que precisam de um Código de Ética, para estabelecer aos seus colegas ministros um padrão de conduta ou um guia moral. Até a luz no fim do túnel foi apagada”.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da PEC da eleição da ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA, para que o Brasil tenha uma nova constituição escrita por brasileiros sem necessidade de serem filiados a partidos políticos