FIERGS articula apoio do senador Luis Carlos Heinze para evitar a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho

O presidente da FIERGS, Claudio Bier, pediu nesta sexta-feira o apoio do senador Luis Carlos Heinze para evitar a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho no País. Ele alertou que a proposta elevaria custos, reduziria a produtividade e ampliaria a perda de competitividade da indústria nacional. Segundo Bier, a mudança atingiria especialmente a indústria gaúcha, já pressionada por juros elevados e pela perda de mercado.

O presidente da FIERGS lembrou que a Constituição Federal já permite a redução da jornada por meio de negociação coletiva, seja por acordo ou convenção, e destacou que o Brasil enfrenta um avanço crescente de produtos importados, sobretudo da China.

Para o empresário, qualquer acréscimo nos custos trabalhistas agravará ainda mais a vulnerabilidade das empresas, com impactos diretos sobre o emprego e a capacidade de investimento.

Com apoio da FIERGS, senador Luis Carlos Heinze busca a não aprvação da jornada de trabalho

Bier acrescentou que irá mobilizar outras Federações estaduais e levará o tema à CNI, em busca de uma atuação coordenada para sensibilizar senadores de todo o País sobre os riscos da proposta.

O almoço de trabalho também serviu para que a DTA Engenharia apresentasse ao presidente da FIERGS detalhes do Projeto Porto Meridional, que prevê investimento de R$ 6,5 bilhões e início das obras em 2027. O senador Heinze, entusiasta e incentivador da iniciativa, participou da reunião, que também contou com representantes da MobiCaxias, apoiadora histórica do empreendimento.

Sem imprensa livre, não há Parlamento livre

A história ensina que a censura não começa com o silêncio absoluto, mas com portas fechadas, câmeras desligadas e jornalistas afastados. Defender a liberdade de imprensa não é proteger uma categoria profissional, mas assegurar o direito da sociedade à informação. Sem jornalismo livre, não há democracia funcional e, sem democracia, o Parlamento perde sua razão de existir.

Violência contra jornalistas

Ao comentar os episódios de agressões registrados na Câmara dos Deputados, o senador Paulo Paim (PT/RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, foi categórico: “Foi um episódio absolutamente inaceitável. Profissionais de imprensa tiveram a segurança ameaçada e muitos foram agredidos. É fundamental que a democracia seja respeitada e os jornalistas possam exercer seu trabalho livremente. A violência contra a imprensa é um ataque à sociedade e à democracia”.
Paim promoveu, no Senado, na quinta-feira (11), uma audiência pública para tratar da Liberdade de Imprensa, ocasião em que entidades de comunicação se posicionaram de forma firme e unificada.

Desejo de todo ditador

Daniel Trzeciak

Para o deputado Daniel Trzeciak (PSDB/RS), o alerta é histórico e direto: “A liberdade de imprensa é um dos pilares indispensáveis às sociedades democráticas. A ponto de, sem ela, não ser possível falar verdadeiramente em democracia. O cerceamento à imprensa, contra o qual todos precisamos lutar, é justamente o grande desejo de todo ditador.”

Quando o plenário fecha, a democracia sangra

Os episódios ocorridos na última semana, não podem ser tratados como excessos pontuais. A retirada forçada de jornalistas do plenário, o corte da transmissão da TV Câmara e os relatos de agressões durante a atuação da Polícia Legislativa configuram um grave alerta institucional. Quando o Parlamento restringe o olhar público sobre seus próprios atos, o dano ultrapassa a imprensa e atinge o núcleo da democracia.

Reação da imprensa organizada

Não por acaso, a resposta das entidades representativas do jornalismo foi rápida e contundente. ABI, ANJ, Fenaj, Abratel, Aner e Abraji denunciaram o cerceamento da atividade jornalística e a intimidação de profissionais no exercício da função. A convergência dessas manifestações revela que não se trata de divergência editorial, mas de consenso institucional sobre a gravidade do ocorrido.

Censura sem precedentes

A Associação Brasileira de Imprensa decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República, o Conselho de Ética da Câmara e as instâncias internacionais. O presidente da ANJ, Marcelo Rech, classificou o episódio como um caso claro de censura sem paralelo desde a redemocratização, justamente no espaço que deveria ser o primeiro bastião contra qualquer forma de cerceamento.

Um teste para a Câmara

A expectativa é que a Câmara dos Deputados responda à altura da crise que ela própria gerou. Não basta retórica em defesa da democracia. É preciso transparência, investigação, responsabilização e garantias institucionais de que episódios semelhantes não se repetirão.

Qual é o Trump que vale?

Bibo Nunes

Confesso: estou chocado, estupefato, boquiaberto. Jamais imaginei assistir a uma guinada tão abrupta de Donald Trump, afirmou em vídeo, indignado, o deputado gaúcho Bibo Nunes. A pergunta que ecoa é simples e perturbadora: qual é o Trump que vale? O de antes ou o de agora? Em quem acreditar? No líder que se apresentou como aliado incondicional da liberdade, do conservadorismo e da família Bolsonaro — ou no Trump que, de uma hora para outra, parece jogar tudo isso no lixo?

A guinada que desmontou o discurso

Trump foi duro, firme e vocal ao denunciar abusos, ao criticar Alexandre de Moraes, ao apontar excessos do Judiciário brasileiro, ao condenar perseguições políticas. Houve pressão internacional, manifestações claras, posicionamentos que animaram milhões de brasileiros. Agora, de forma inesperada, volta atrás, relativiza, recua. Como explicar isso? O castelo ruiu. E ruiu rápido.

O precedente Rússia-Ucrânia

Não é a primeira vez que Trump causa perplexidade. Todos lembram do episódio Rússia-Ucrânia. Primeiro, prometeu resolver tudo em uma semana. Falou duro com a Ucrânia, sinalizou simpatia à Rússia. Logo depois, mudou o discurso, chamou novamente os atores e passou a adotar posição oposta. Afinal, qual é o fundamento? Onde está a coerência?

 Quando a admiração se perde

“Sempre se disse que Lula representava o caos, a tragédia, enquanto Bolsonaro era tratado como símbolo de resistência, injustiçado, perseguido. Esse discurso foi repetido, reforçado e internacionalizado. E agora? Derruba-se tudo com um gesto? De minha parte, o castelo desabou” disparou Bibo Nunes, acrescentando: “ Perdeu-se o respeito, perdeu-se a admiração. Porque liderança exige coerência. E quem muda tanto, tão rápido, deixa dúvidas — e dúvidas, na política, são fatais”,  concluiu o parlamentar.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa