Luiz Carlos Busato (Crédito: Zeca Ribeiro, Câmara dos Deputados)
O ministro do Turismo, Celso Sabino, decidiu permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sob forte pressão do União Brasil. O partido abriu dois processos internos contra ele: um pede expulsão e outro busca destituir a Executiva estadual do Pará, presidida por Sabino.
Reunião decisiva em Brasília
O deputado Luiz Carlos Busato (União Brasil/RS), disse à coluna Repórter Brasília, que o partido realiza, na tarde desta terça-feira (7), uma reunião em Brasília para decidir o futuro de Sabino. O ministro ignorou o ultimato do partido, que havia determinado a saída de todos os filiados do governo até o dia 18 de setembro, após o atrito público entre Lula e o presidente do partido, Antônio Rueda.
O governador Ronaldo Caiado de Goiás publicou no Twiiter (X) a nota abaixo:
Aposta na COP30 e na visibilidade
Na última sexta-feira (3), Sabino acompanhou Lula em Belém, durante vistoria das obras da COP30, evento que ele considera estratégico para sua pré-candidatura ao Senado em 2026. Em tom emocionado, declarou fidelidade a Lula. “Nada, nem o partido, nem um cargo, nem uma missão pessoal vai me afastar desse povo que eu amo. Presidente, conte comigo onde quer que eu esteja.”
Resistência e cálculo político
Sabino chegou a redigir uma carta de demissão, mas recuou após conversas com parlamentares da base e aliados do Planalto.
Estratégia e futuro político
Enquanto o impasse se arrasta, Sabino aposta no tempo e na exposição do cargo para fortalecer sua imagem no Pará. O ministro avalia que o turismo ligado à COP30 pode ser o passaporte para sua candidatura ao Senado.
Relações em reaproximação

O telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump marca uma tentativa simbólica de reatar pontes entre Brasil e Estados Unidos, após um período de tensões comerciais e ideológicas. O Planalto tratou o gesto como sinal de pragmatismo: um diálogo que, embora amistoso, revela o esforço do governo brasileiro para reposicionar o país entre as grandes democracias ocidentais.
Interesses e cobranças
Lula aproveitou a conversa para tocar em temas sensíveis como a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e as restrições a autoridades nacionais, deixando claro que o tom cordial não elimina o desejo de resultados concretos. O argumento de que o Brasil é um dos poucos países do G20 com superávit para os EUA reforça a busca por tratamento mais equilibrado.
Diplomacia com objetivos econômicos
Ao designar Marco Rubio para seguir as negociações com Geraldo Alckmin, Mauro Vieira e Fernando Haddad, Trump acenou com pragmatismo. A sinalização de novos encontros, possivelmente na ASEAN ou na COP30, indica interesse político e comercial mútuo. Ainda assim, o sucesso da reaproximação dependerá de ações efetivas não apenas de boas intenções telefônicas.
Um gesto político com recados
Mais do que cortesia diplomática, o telefonema mostra que Lula busca retomar protagonismo internacional, aproximando-se até de figuras antes distantes. Já Trump, de olho em 2026, aposta em uma imagem de estadista global. Entre sorrisos e cordialidades, a ligação soa como ensaio para uma nova fase, ainda incerta, da diplomacia entre as duas maiores democracias das Américas.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa