O “Cristianismo” que está matando Cristo (Calebe Pacheco)

Calebe Pacheco/Divulgação

Antes de sermos direita ou esquerda. Antes de Lula ou Bolsonaro. Antes de qualquer ideologia… somos brasileiros. E, antes disso tudo, somos cristãos.

Qualquer pensamento, discurso ou atitude que nos rebaixa da condição de seguidores de Cristo nos afasta da graça e do caminho que Deus sonhou para nós.

O problema é que passamos a viver como se Deus tivesse perdido o controle do mundo. Como se fosse nossa obrigação salvar a moral, os costumes, a religião… e até o próprio Deus.

Mas, a pergunta que incomoda é: quem disse que Deus precisa de mim para fazer a vontade d’Ele no mundo? Quem disse que Ele precisa de políticos, pastores ou bancadas religiosas?

Que Deus fraco é esse que depende do nosso poder, da nossa moral ou da nossa ideologia?

Foi exatamente esse tipo de gente — religiosa, correta, cheia de certezas — que crucificou Jesus. E, sejamos honestos, muitos fariam isso de novo hoje.

Todos nós somos pecadores. Todos fomos destituídos da graça. E se hoje estamos de pé, não é pelas nossas obras, mas exclusivamente pela graça de Deus.

Então chega de extremismo. Chega dessa ilusão de superioridade moral. Chega de julgar o outro como se vivêssemos no topo da santidade.

Porque todos nós carregamos pecados, contradições e hipocrisias — apenas maquiadas por uma falsa santidade.

Essa religiosidade agressiva não vem de Cristo. Esse moralismo que divide, não gera vida. Só gera ódio, medo e afastamento de Deus.

Que Deus tenha misericórdia das nossas hipocrisias. Que Ele nos perdoe quando julgamos no nome d’Ele, mas servimos ao nosso próprio ego.

Calebe Pacheco é jornalista, pós-graduado em Gerenciamento de Projetos pela FGV e especialista em Marketing Político e de Performance.