Entre afetos, histórias e mesa farta, Edgar Lisboa celebra 75 anos sem cerimônia

A noite desta quarta-feira (7) foi de celebração simples, mas carregada de significado. O jornalista Edgar Lisboa completou 75 anos cercado de amigos, boa comida e muita conversa no Moisés Restaurante, cenário escolhido a dedo para um aniversário sem pompa, sem discursos ensaiados e com tudo o que realmente importa: gente querida e mesa cheia.

Entre os amigos presentes: Dennis Lima; Walter Lima; Peniel Pacheco; Selma Apites Nunes; Rogério Lisbôa; Vanessa Lisboa; Cassiano Sampaio; Paula Tomasini; Teresa Cristina Machado; Umberto de Campos; Leonardo Teshima; ao centro Edgar Lisboa e Ana Leticia.

Entre os muitos reencontros da noite, um texto publicado pelo empresário e jornalista Denis Lima, no Instagram, sintetizou o espírito da celebração. Em tom emocionado, Denis destacou não apenas a trajetória profissional de Edgar Lisboa, mas a dimensão humana de quem marcou gerações no jornalismo.

“Hoje é um dia muito especial para celebrar os 75 anos de vida do sempre chefe e amigo Edgar Lisboa, uma trajetória marcada por caráter, talento e generosidade”, escreveu. Denis relembrou que Edgar foi o único chefe que teve e o responsável por lhe abrir portas fundamentais no jornalismo e no empreendedorismo. “Minha gratidão é imensa. Você sempre foi referência, inspiração e exemplo”, afirmou.

Walter Lima; Edgar Lisboa; Peniel Pacheco e Dennis Lima.

O texto também resgatou a amizade histórica entre Edgar Lisboa e Walter Lima, pai de Denis, outro nome de peso do jornalismo e do rádio, que segue ativo aos 75 anos. Uma parceria que atravessa décadas e simboliza uma época em que a profissão era feita com ética, visão e paixão pela informação. “Ver essa amizade atravessando o tempo emociona e ensina”, destacou Denis, ao desejar saúde, paz e muitos anos de vida ao amigo e mentor.

A homenagem encontrou eco no ambiente da festa. Jornalistas, publicitários, servidores públicos, enfermeiras e amigos de longa data ocuparam as mesas do Moisés, transformando o restaurante em ponto de encontro de boas histórias e risadas soltas. Nada de festa chique. Nada de roteiro. A comemoração seguiu o ritmo natural das boas conversas.

No cardápio, alguns campeões de pedidos deram o tom da noite. A língua ao molho madeira com purê de batata roubou a cena. “É impressionante o tanto que a gente vende de língua aqui. Poucos restaurantes trabalham com esse tipo de prato”, contou o dono do Moisés Restaurante, Sebastião Ramos, orgulhoso. Também circularam pelas mesas a picanha, a moela e o tradicional fígado com jiló, pratos que reforçam o espírito de boteko raiz.

A escolha do Moisés não foi por acaso. Depois de anos entre manchetes, cafés fortes e prazos apertados, Edgar optou por um lugar que lembra os botekos clássicos de São Paulo: comida honesta, preço justo, pratos executivos bem servidos e zero cerimônia. Um ambiente onde o papo começa na política, passa pelo jornalismo e quase sempre termina no futebol.

Desde garoto, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, o foco sempre foi o jornalismo. Desta vez, porém, foi dia de pausa. Sem banda, sem tapete vermelho, sem limusine. Apenas amigos, histórias acumuladas ao longo de décadas e uma boa mesa para celebrar a vida.

O atendimento também fez parte do clima da noite. Flávio Alves de Sousa e Marcos Fernando Soares Barros circularam pelo salão com eficiência e sorriso fácil, sob o comando atento de Sebastião Ramos. “Nosso menu tem um pouco de cada país: molhos franceses, italianos e pratos bem brasileiros, de vários estados”, explica. Segundo ele, a aposta em receitas menos óbvias, como a língua, a moela e o fígado com jiló, é um diferencial que fideliza clientes.

Fundado em outubro de 2004, o Moisés funciona de terça a domingo, das 11h à meia-noite, e segue firme como ponto de encontro de quem prefere boa comida, conversa franca e comemorações sem pose. Porque algumas datas especiais pedem exatamente isso: simplicidade, afeto e mesa farta.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa