
Pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto IDEA, em parceria com o Canal Meio, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança em todos os cenários testados, mas em um ambiente de forte polarização e elevada rejeição.
Cenários eleitorais
No levantamento espontâneo, Lula aparece com 32%, contra 9,5% do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível. Nos cenários estimulados, Lula mantém a dianteira. O governador Tarcísio de Freitas é o oposicionista mais competitivo, com 32,7% contra 40,2% do presidente no primeiro turno.
Rejeição e divisão
No segundo turno, Lula venceria todos os adversários, mas com margens mais estreitas. A rejeição pesa: 50% dizem que ele não merece continuar, contra 46,9% favoráveis. A avaliação negativa do governo se concentra em economia, segurança e saúde, temas que devem dominar o debate de 2026.
Empate técnico
A pesquisa mostra que o presidente Lula lidera a corrida eleitoral em todos os cenários em primeiro turno, identifica que só um candidato da oposição se aproxima dele com competitividade, Tarcísio de Freitas. Em um cenário de primeiro turno, Lula tem 40,2% das intenções de voto, contra 32,7% de Tarcísio, que é governador de São Paulo. Observando o cenário de segundo turno na simulação direta com Tarcísio, surge uma novidade. Lula aparece com 44,4% das intenções de voto, e Tarcísio com 42,1%, portanto, se identifica um empate técnico dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.
Fôlego real para quem empreende

A aprovação, na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara, do PLP 67/25, de autoria do deputado Heitor Schuch (PSB/RS), representa um avanço concreto para milhões de brasileiros que vivem do próprio negócio. O projeto eleva de R$ 81 mil para R$ 150 mil o limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), um teto congelado desde 2018 e claramente defasado frente à inflação e ao custo de operar.
Menos burocracia, mais crescimento
Na prática, a proposta dá segurança e previsibilidade ao microempreendedor. Com o novo limite, quem cresce não é empurrado prematuramente para regimes tributários mais caros e complexos. Evitam-se saltos abruptos na carga tributária, mantendo o negócio formal, regular e sustentável, com estímulo direto a investimentos e geração de renda.
Correção pela inflação
Outro mérito central é o reajuste anual do teto em fevereiro, pelo IPCA. A atualização automática corrige uma distorção histórica, preserva o poder de compra do faturamento permitido e evita que o limite volte a ficar defasado, criando novas armadilhas fiscais para quem trabalha por conta própria.
Formalização fortalecida
Ao defender a urgência da medida, Schuch foi direto: manter o teto artificialmente baixo freia o empreendedor e incentiva subterfúgios, como a abertura de múltiplos CNPJs. Um patamar mais realista reduz a informalidade disfarçada, fortalece a fiscalização e amplia a base formal da economia.
Impacto fiscal controlado
A renúncia estimada em R$ 1,5 bilhão ao ano é considerada pequena diante do retorno econômico e social. Com cerca de 15,6 milhões de MEIs no país, dar fôlego a esse contingente significa ampliar arrecadação indireta, circulação de renda e estabilidade dos pequenos negócios.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa