Críticas a ausência do governador

Osmar Terra (Crédito: Kayo Magalhães,Câmara dos Deputados)

Durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (7/5) na Câmara dos Deputados, que discutiu a retomada das atividades econômicas e a reconstrução dos municípios atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, o deputado federal Osmar Terra (MDB/RS) criticou a condução do governo estadual frente à crise.

Sem intermediários

Terra cobrou maior protagonismo do governador Eduardo Leite (PSDB), nas articulações com o governo federal: “Cadê o governador Eduardo Leite? Ele precisa vir a Brasília conversar com o presidente Lula. Os dois devem sentar-se e colocar no papel: estou investindo tanto nisso, você está colocando tanto naquilo. Sem intermediários”, afirmou.

Falta de alinhamento

O parlamentar também criticou a falta de alinhamento entre os entes federativos na definição e aplicação dos recursos para a reconstrução.

“Está havendo bateção de cabeça, um joga a culpa no outro. Vivemos em uma federação, e tudo o que acontece no estado é responsabilidade do governador. Ele precisa acertar os recursos com o presidente Lula. O governador sumiu, está se escondendo, esperando para ver o que acontece”, declarou.

Maior bancada do Congresso

“A federação representa um avanço. Agora somos a maior bancada do Congresso, forte o suficiente para fazer valer a voz dos nossos eleitores. Trata-se de uma união estratégica, considerando que neste momento estamos vivendo mais um escândalo de corrupção estarrecedor, e uma clara tentativa de reeleição”, afirmou o senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PL/RS).

Candidato à Presidente

Na visão de Heinze, “os progressistas chegarão ao pleito de 2026 com musculatura para apoiar, ou, se for o caso, lançar um candidato à Presidência da República”, afirmou, comemorando a criação da Federação entre União Brasil e PP.

Nomes expressivos

Na avaliação do senador gaúcho, “o cenário ainda é de indefinição. Bolsonaro será ou não candidato? Existe, como sabemos, uma batalha jurídica em curso. O que posso afirmar é que a direita dispõe de nomes expressivos e preparados, como Bolsonaro, Caiado e Tarcísio. Vamos aguardar o desenrolar das convenções partidárias. Ainda tem muita água pra passar debaixo dessa ponte”, concluiu.

Caminho para o desenvolvimento

Para o senador Paulo Paim (PT/RS), a redução da jornada de trabalho é um caminho para o desenvolvimento e bem-estar social. Na opinião do senador gaúcho, “a discussão sobre a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, é uma das mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade. Trata-se de uma proposta que visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, aumentar a produtividade e impulsionar a economia”.

Proposta de Paim

Paulo Paim está na expectativa de que sua Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, que propõe 36 horas semanais, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, seja aprovada. Outras propostas sobre a redução da jornada de trabalho também estão em discussão no Senado e na Câmara. Uma luta de décadas da classe trabalhadora.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa