
Oficialmente ainda não temos nenhuma candidatura registrada na Justiça Eleitoral pois a Lei das Eleições nº 9.504/1997, determina que os candidatos devem ser escolhidos nas convenções partidárias, a serem realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, com prazo de registro na Justiça Eleitoral até 15 de agosto deste 2026, que será um sábado de Lua Crescente (bom sinal para os novos candidatos). Portanto serão nestes próximos meses que, como se costuma dizer, onça vai beber água na escolha dos candidatos.
De fato, já existe um candidato declarado e em plena campanha de reeleição, que é o atual presidente, inclusive já responde no TSE vários questionamentos pela antecipação da propaganda com dinheiro público e abuso de poder, o último aconteceu neste carnaval. Fato público e notório visto na Rede Globo, pelos que assistiram a explícita propaganda da escola de samba rebaixada a Acadêmicos de Niterói.

Pela oposição já temos algumas pré-candidaturas que estão se mobilizando e por isso mesmo sendo incluídas nas múltiplas pesquisas que vem enchendo o noticiário político semanalmente. Pois destas pesquisas existe uma unanimidade que aponta a alta reprovação do atual mandatário.
Como tudo é possível – na arte e na ciência da política – pode ser que nesta eleição, apareça um novo personagem que crie o fato novo para embaralhar ainda mais o cenário desta eleição, ainda mais agora com a internet e inteligência artificial, tudo pode acontecer. A propósito disso vale relembrar que nas eleições de 2004 na Espanha, quando a internet estava engatinhando e sem o fantástico poder de comunicação das atuais redes sociais atuais, que:
“O Partido Socialista Operário Espanhol, liderado por José Luís Rodríguez Zapatero, venceu ontem a eleição espanhola, contrariando todas as pesquisas e derrotando o conservador Partido Popular, do premiê José María Aznar e do candidato governista Mariano Rajoy. Em seu primeiro discurso como premiê eleito, Zapatero, 43, convocou à unidade todos os partidos para combater o terrorismo, no que será a sua prioridade. A reviravolta brusca em relação às pesquisas se deve ao comportamento do governo após os atentados de quinta, que mataram 200 pessoas e feriram quase 1.500”. [Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 15/03/2004]
Portanto, neste conturbado horizonte internacional de discórdias, guerras e polarização que sempre influenciam o comércio e relações internacionais e disso o Brasil não está imune por sermos uma nação multirracial, mas principal e especialmente pelo clima interno do conhecido “NÓS CONTRA ELES”, (Lula X Bolsonaro) que pode-se especular e avaliar que nem os bilhões de reais dos nossos impostos colocados para serem gastos pelos famigerados e imorais Fundos Eleitorais e partidários, que não possam ser surpreendidos com uma TERCEIRA VIA, com uma candidatura de experientes administradores que possam mostrar uma outra opção de voto não pelo nome, mas por apresentar e demonstrar a viabilidade de um PLANO E PROGRAMA DE GOVERNO, que nos livre do sectarismo desgastante desta ridícula polarização entre esquerda e direita.
Em isso acontecendo, logo teríamos clima e ambiente para enfrentar a triste realidade de continuar com este crescente endividamento público, já perto dos impagáveis DEZ TRILHÕES. Teríamos menos inflação e juros, como consequência mais gente trabalhando.
Uma TERCEIRA VIA seria a prevalência da VONTADE POPULAR para começarmos de verdade o combate ao crime organizado, à corrupção institucionalizada e principalmente a recuperação educacional das novas gerações, sem a qual jamais sairemos deste crônico subdesenvolvimento.
Pacificada a nação, teremos clima de eleger CONSTITUINTES EXCLUSIVAMENTE para escreverem uma NOVA CONSTITUIÇÃO e dar rumos verdadeiramente democráticos, mas impondo severas responsabilidades aos governantes a começar pelas cúpulas dos três poderes.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, pelo voto distrital para eleição dos constituintes e INELEGIBILIDADE DE 10 ANOS, para quem for mandado para Brasília a escrever a LEI MAIOR.