Bohn Gass (Crédito- Vinicius Loures, Câmara dos Deputados)
O deputado Bohn Gass (PT/RS) questionado sobre o que vai acontecer no Brasil, após o ex-presidente ter se tornado réu e as ameaças de partidos e parlamentares que apoiam Jair Bolsonaro, de inviabilizar votações no Congresso Nacional e desenvolver campanhas permanentes contra o STF e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, sem meias palavras: “O que vai acontecer é que ele vai para cadeia, no lugar que ele merece”.
Mesmo erro dos advogados
Na visão do congressista gaúcho, “esses deputados todos eles estão cometendo o mesmo erro dos advogados desses criminosos. Em vez deles dizerem, eu sou acusado que eu atentei contra a democracia, então eu vou provar que eu não atentei contra a democracia, porque juridicamente eu tenho que fazer uma defesa sobre o objeto e desmontar a acusação que foi feita contra mim”.
Provas evidenciam os crimes
“Mas já que eles não podem desmontar porque não têm argumentos e porque as provas estão evidenciando claramente que os crimes aconteceram, eles têm que achar uma outra desculpa. E a outra desculpa é falar mais uma fake, inventar outra coisa, é dizer que os juízes são do PT e por isso que votaram pela condenação”, assinalou Bohn Gass, acrescentando: “Bobagens, não se sustentam, não param em pé e eles em nenhum momento não estão dizendo que não houve o fato”.
Réu confesso
O parlamentar petista chamou atenção para o que disse o presidente Lula, no Japão: “quando alguém pede anistia é porque ele reconheceu que o fato aconteceu, então ele é réu confesso, então eles até estão reconhecendo que eles serão condenados e antecipadamente estão pedindo anistia”. Bohn Gass, amplificou: “eles já se entregaram. Então, perdeu mané, é isso que nós estamos falando”.
“Essa gente atrapalha o Brasil”, diz deputado
Sobre as ações dos bolsonaristas de atrapalhar a governabilidade, a viabilização dos projetos de interesse do país, no Congresso, Bohn Gass afirmou: “essa gente atrapalha o Brasil. Olhem o que eles fizeram, onde eles estão, eles só atrapalham. Quando eles eram governo com Bolsonaro, eles também atrapalharam o Brasil. “O povo foi na fila do osso, o Brasil não era respeitado, a economia não crescia e nós vivíamos uma situação de ódio, de violência. Piores índices do Brasil”.
Respeitabilidade internacional
Na avaliação de Bohn Gass, “agora que eles são oposição, eles tentam impedir que um governo que está dando certo, a economia que era para crescer menos de 1%, está crescendo mais de 3%, o Lula é aclamado por todos os países do mundo, ele não consegue atender as agendas de demandas que são feitas para ele pela respeitabilidade que o Brasil novamente conquistou mundialmente, continue crescendo”
Responsabilidade interna
Na Avaliação de Bohn Gass, “a economia inteira cresce e om país passa a ter responsabilidade interna e o Lula agora com a nova gestão tanto do Davi Alcolumbre quanto do Hugo Motta tem um outro padrão de relacionamento mais qualificado, melhor do ponto de vista do Congresso”.
Ditadura disfarçada
Ubiratan Sanderson (PL/RS), classificou como “farsa” a aceitação da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF. Para o deputado, o Brasil vive uma ditadura disfarçada e cabe ao Parlamento oferecer uma resposta firme ao autoritarismo do STF.
Sem foro especial
O vice líder da oposição deputado Ubiratan Sanderson (PL/RS), apresentou a mesa diretora da Câmara dos Deputados, um requerimento para incluir na Ordem do Dia, não existir mais o Foro Privilegiado. A proposta prevê a extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum.
Momento de avançar
O parlamentar destaca que fez pedidos ao ex-presidente Arthur Lira e que chegou agora o momento de avançar com o texto na casa. “Se viesse uma ordem, agora não existe mais foro privilegiado, os deputados e senadores não podem mais ser processados pelo STF, tem que ser processado por um juiz comum. Todo o material tem que ser baixado por um juiz federal de primeiro grau de Brasília. Aí, com direito a iniciar o processo e tira, depois com direito a recurso, Tribunal Regional Federal, depois STJ e depois se for o caso, se tiver alguma matéria condicional, o STF”.
Obstruindo a pauta
Em outra frente, os deputados do PL já estão também obstruindo a pauta. No entanto, sabem que o efeito desse tipo de pressão é limitado.
Não gera dividendos políticos
Quanto a anistia, integrantes de partidos de centro e do Centrão como PP, MDB, União Brasil e Republicanos, entendem que essa é uma pauta que interessa apenas ao partido de Bolsonaro, que não gera dividendos políticos.
Perdão aos crimes
Diante da ofensiva da oposição, o presidente Lula afirmou que é visível que Bolsonaro contribuiu para um golpe de Estado e criticou o pedido do ex-presidente e da oposição por perdão aos crimes. Sobre a decisão do Supremo de aceitar a denúncia contra Bolsonaro, Lula inácio,Lulamda Silva afirmou que a justiça brasileira está cumprindo o seu dever no julgamento que aceitou a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados. “Não adianta agora ele ficar fazendo bravada, dizendo que tá sendo perseguido. Ele sabe o que ele cometeu. Ele sabe que não foi correto”.
Quanto pior melhor
No entendimento de Bohn Gass, “eles não estão satisfeitos, porque eles literalmente torcem pelo quanto pior melhor, porque se eles quisessem o Brasil desenvolvido, eles não iam aplaudir o Milei que está destruindo a Argentina, se eles quisessem o Brasil desenvolvido, eles não iam bater continência para a bandeira dos Estados Unidos, do Donald Trump que está aplicando sanções contra o Brasil. Você já ouviu algum deles dizer: Trump não prejudica a economia brasileira? Ninguém, aplaudem o Trump que está prejudicando o Brasil, então essa gente só atrapalha, eles não podem ver o Brasil indo bem, porque se o Brasil vai bem, a direita nunca ganha, a esquerda que torce mais pelo Brasil”, concluiu o congressista.
Foro especial
O vice líder da oposição deputado Ubiratan Sanderson (PL/RS), apresentou à Câmara, um requerimento para incluir na Ordem do Dia, o fim do Foro Privilegiado. A proposta prevê a extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum. “O Supremo vai se dedicar a ser Corte Constitucional e não um tribunal criminal. Será um passo na direção de uma nova Justiça neste país”, ponderou o parlamentar.
Momento de avançar
O parlamentar destaca que fez pedidos ao ex-presidente Arthur Lira e que chegou agora o momento de avançar. Sem o Foro privilegiado, os deputados e senadores não podem mais ser processados pelo STF, tem que ser processado por um juiz comum. Todo o material tem que ser baixado por um juiz federal de primeiro grau de Brasília. Aí, com direito a iniciar o processo e tira, depois com direito a recurso, Tribunal Regional Federal, depois STJ e depois se for o caso, se tiver alguma matéria condicional, o STF”.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa