Preço dos ombustíveis baixa e em Brasília fica mais caro, em alguns postos, denuncia parlamentar

Ilustração, Edgar Lisboa com recursos de IA

A retomada dos trabalhos legislativos na Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta terça-feira (3), começou em tom de confronto. Logo na primeira sessão do ano, o deputado Chico Vigilante (PT), recém-escolhido líder da bancada petista, deixou claro que não dará descanso ao que chama de “cartel dos combustíveis do DF”.

Segundo o parlamentar, mesmo após a redução anunciada no preço da gasolina, parte dos postos simplesmente ignorou o repasse ao consumidor. “Alguns aplicaram a redução, outros reduziram até mais. Mas há postos que continuam vendendo gasolina a R$ 6,49. Isso é roubo, é desonestidade. É coisa de imaginar o que eles estão fazendo com todos nós”, disparou.

Denúncia de prática abusiva e formação de cartel

Para Chico Vigilante, a prática não é isolada nem pontual. Trata-se, segundo ele, de um esquema organizado, com fortes indícios de cartelização, que penaliza diariamente a população do Distrito Federal.

O deputado lembra que Brasília é uma cidade que depende fortemente do transporte individual. “Aqui é a cidade de cabeça, tronco e rodas. As pessoas não andam de carro porque querem, andam porque o transporte público não presta”, afirmou. Nesse contexto, o preço abusivo dos combustíveis deixa de ser apenas um problema econômico e passa a ser uma violência social, que atinge trabalhadores, famílias e pequenos empreendedores.

Cobrança direta: cadeia para os infratores

Sem meias palavras, o líder do PT anunciou novas medidas. Disse que já encaminhou, mais uma vez, ofícios formais cobrando providências urgentes dos órgãos responsáveis pela defesa do consumidor.

“Estou encaminhando ofício ao Procurador do Distrito Federal, à Promotoria de Defesa do Consumidor — que deveria estar agindo para botar esses caras na cadeia —, à Delegacia de Defesa do Consumidor e também à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor”, afirmou.

Para Chico Vigilante, a tolerância com esse tipo de prática precisa acabar. “É inaceitável o que eles estão fazendo conosco. Esses operadores do cartel dos combustíveis do Distrito Federal não têm o direito de fazer o que estão fazendo com a população”, reforçou.

Apelo à reação da sociedade

Além da cobrança institucional, o parlamentar fez um chamado direto à população. Na avaliação dele, sem pressão social, o abuso tende a se repetir. “Acho que a população tem que se revoltar contra isso. Não dá mais para aceitar esse tipo de exploração”.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa