Senado (Crédito: Moreira Mariz, Agência Senado)
O ano eleitoral de 2026 começa com um rearranjo relevante no Senado Federal. Pela primeira vez desde 2023, o Partido Liberal (PL) assume a liderança numérica da Casa, iniciando o último ano da atual legislatura com 15 senadores. O avanço, ainda que discreto em números, tem peso político: o PL ultrapassa o PSD e passa a ditar o ritmo das articulações em um período decisivo, marcado por disputas eleitorais e agendas sensíveis.
PSD perde espaço, mas segue protagonista
O PSD, que liderava o Senado desde 2023, aparece agora como a segunda maior bancada, com 14 parlamentares. A perda de uma cadeira em relação ao início de 2025 não retira o protagonismo da sigla, mas reduz sua margem de manobra. Em um ambiente cada vez mais fragmentado, cada senador passa a ter peso estratégico maior nas negociações.
MDB mantém posição, mas encolhe
Na terceira colocação, o MDB preserva sua posição histórica de força moderadora, embora também registre retração. A bancada passa a contar com 10 senadores, confirmando um movimento gradual de perda de musculatura política que vem se desenhando ao longo das últimas legislaturas.
PT e PP completam o núcleo central
Entre as cinco maiores bancadas, o PT aparece com 9 senadores, mantendo presença relevante no debate político, especialmente na defesa da agenda do governo. O PP, com 7 parlamentares, fecha o grupo principal, preservando influência suficiente para atuar como fiel da balança em votações estratégicas.
O que muda, na prática
A nova correlação de forças sinaliza um Senado mais disputado e menos previsível. A liderança do PL fortalece o campo oposicionista e tende a influenciar a pauta, o ritmo das comissões e a condução de temas sensíveis no último ano da legislatura. Ao mesmo tempo, a proximidade das eleições deve intensificar trocas partidárias, movimentações de suplentes e realinhamentos táticos, fenômeno recorrente em anos eleitorais.
Um cenário em movimento
Até o fim de 2026, o desenho das bancadas pode sofrer novas alterações. Mais do que números estáticos, o atual quadro revela um Senado em transição, onde cada cadeira ganha valor político ampliado e onde o jogo de alianças será decisivo para definir os rumos do debate nacional no período pré-eleitoral.
Aeroporto da Serra gaúcha
A deputada federal Denise Pessôa (PT/RS) celebrou o investimento superior a R$ 146 milhões do PAC para a construção do Aeroporto Regional da Serra, em Vila Oliva. Para ela, a obra é um divisor de águas para a economia e a logística da região, com reflexos em todo o Rio Grande do Sul. Denise compara o impacto do projeto à BR-116, destacando seu caráter histórico e estruturante.
Alternativa Estratégica
A parlamentar ressaltou a articulação política que garantiu o aeroporto entre os poucos projetos selecionados no país e apontou a nova estrutura como alternativa estratégica ao Salgado Filho. Além do turismo, o aeroporto deve fortalecer o escoamento da produção, a integração regional e a capacidade de resposta a emergências.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa