
O Brasil tem insistido em nomes e não em programas nas últimas eleições presidenciais. Evidente que o nome simboliza uma trajetória de vida dos candidatos, a ser apreciada pelo eleitor consciente do poder do seu voto. O que realmente importa é o passado do candidato. Um nome com ficha limpa e realização dos seus programas, tem credibilidade para executar o PLANO DE GOVERNO que apresenta como candidato.
A falta de educação alienou os eleitores semianalfabetos de entenderem o que seja um PROGRAMA DE GOVERNO, porquanto os analfabetos funcionais não se dão conta da nossa realidade fiscal, da imensa dívida pública perto dos 9 trilhões de reais, do caos social pela corrupção e crime organizado que já está dentro das instituições do Estado. A alienação destes eleitores os leva à olhar apenas para seu próprio umbigo, principalmente os do bolsa família, que iludidos pela demagogia e populismo do governo consegue enganar os mais carentes e necessitados. Daí porque existem 90 milhões de pessoas a receberem o bolsa família.
“Segundo Cas Mudde, professor da Universidade da Geórgia (EUA), o populismo considera que a sociedade se divide em dois grupos antagônicos, o ‘povo puro’ e a ‘elite corrupta’”, na qual o líder populista está sempre ao lado do povo”.
“Demagogia é uma prática política de manipular as massas apelando às suas emoções, preconceitos e desejos, em vez de usar argumentos racionais, para obter apoio e poder, sempre prometem o que as pessoas queiram ouvir, mesmo que irrealizável, esquecendo-se do bem comum. A palavra demagogia vem do grego demos (povo) e agogos (condutor), significa literalmente “condução do povo”, mas adquiriu um sentido pejorativo, definido por Aristóteles como a degeneração da democracia, pois é somente com o tempo que os mentirosos são desmascarados e daí perdem credibilidade.
Mas o que é a demagogia? É o Apelo emocional que explora medos, frustrações, ódios e esperanças do povo mais sofrido. São as Promessas irrealizáveis exageradas e impossíveis de serem realizadas. É o Discurso simplista que usa linguagem fácil, slogans e generalizações para ser absorvido rapidamente pelas massas. Desprezo pela razão, substituindo o debate racional por argumentos falsos e emocionais sem qualquer coerência. Manipulação que utiliza a desinformação (fake news) e a bajulação para controlar a opinião pública. Oportunismo, adapta sua moral e ética aos interesses do momento mas esquece e esconde seu passado.
Consequências: A demagogia corrói as instituições democráticas, compromete o futuro e pode levar a governos autoritários, pois o foco é o poder e não o bem-estar social. Em resumo, candidato demagogo é uma forma de liderança para enganar o povo em benefício do próprio do candidato para conseguir votos.
O grande mal da reeleição, quando um populista e demagogo está no poder é que ele tem a máquina de publicidade na mão, e, com isso, demagogicamente continua com sua propaganda paga pelo estado, governando e já fazendo sua próxima campanha. Até o momento apenas o nome do atual presidente é o único candidato conhecido desde que foi eleito.
Pela oposição temos alguns nomes. Mas ainda não existe um PROGRAMA DE GOVERNO, para o eleitor definir o seu voto e questionar se tal candidato tem credibilidade para realizar seu programa de governo.
Lula foi presidente do Brasil de 2003 a 2010, e novamente desde 2023, representa o populismo de esquerda. As últimas pesquisas, no entanto, mostram que a rejeição do seu governo é maior que sua aceitação. Suas alianças políticas oportunistas o fortaleceram para vencer eleições passadas. Mas os escândalos do Mensalão e a Lava Jato evidenciaram que seu discurso continua sem ética, minando a confiança nas promessas de transformar o sistema político e social, agora ainda mais abalado com os últimos escândalos do ROUBO DO INSS e gatunagem de muita gente da situação envolvida com o BANCO MASTER, sem esquecer a recente captura do seu parceiro Maduro na Venezuela, a descarada simpatia pela RUSSIA na invasão da Ucrania e rejeição à Israel para esquecer o terrorismo do Hamas.
Portanto não basta para a oposição simplesmente ter mais NOMES como possíveis candidatos. A diferença terá que ficar ainda mais clara, no PROGRAMA DE GOVERNO, que os candidatos da oposição terão que apresentar. Em outras palavras: Apenas a CREDIBILIDADE DA PROPAGANDA DO CANDIDATO, ao mostrar o seu PROGRAMA, pelo seu passado sem mentiras e com efetiva capacidade de execução, poderá ser uma opção desta maioria que vem rejeitando a atual situação. A verdade convence o eleitor, mesmo quando ele está recebendo auxílio do Estado. Creio que nesta campanha haverá um diferencial, se um candidato com bom programa de governo, também deixar de lado na sua campanha, a radicalização ideológica entre esquerda (lulopetismo) e a direita (bolsonarismo).
Por isso que o PROGRAMA deve ter consistência e consonância com o NOME do candidato, ou seja, se ele disser que vai melhorar a educação, não basta pregar isso, terá que mostrar como irá fazer isso e principalmente como ele fez quando foi gestor público. Isso se chama CREDIBILIDADE, que rende mais votos que demagogia. Assim como terá que provar que diminuiu impostos, pagou as dívidas da sua gestão e ainda sobrou dinheiro.
Candidato pode não ser um nome muito conhecido, mas tem que provar que a sua fala é verdadeira com a realidade das ruas. Não adianta aparentar seriedade quando ela nunca existiu na sua vida e principalmente nas suas passagens pelo governo. O guarda da esquina é como o termômetro para o eleitor que sofrer fiscalização, mesmo que tenha pagado os impostos do seu carro, se tem que andar nas estradas esburacadas. Daí é demagogia.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da PEC da eleição da ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA, para que o Brasil tenha uma nova constituição escrita por brasileiros sem necessidade de serem filiados a partidos políticos e ficarem inelegíveis por 10 anos, como prova que defendem apenas o interesse público.