
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou publicamente a realização de uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). O ato foi apresentado como um protesto político contra as prisões de Jair Bolsonaro e de outros aliados, além de críticas diretas ao Judiciário. Segundo o parlamentar, a mobilização busca resgatar a pressão popular como instrumento político.
Início da caminhada – Paracatu (MG)
A caminhada teve início em Paracatu, cidade mineira próxima à divisa com Goiás. O ponto de partida foi escolhido por simbolizar o interior do país e a conexão direta com a capital federal. Desde os primeiros quilômetros, apoiadores passaram a acompanhar o trajeto em trechos alternados, alguns a pé, outros em veículos de apoio.
Trajeto e logística
(Vídeo: Apolos Paz/Divulgação)
O percurso segue majoritariamente pela BR-040, rodovia que liga Minas Gerais ao Distrito Federal. A estimativa é de uma média diária elevada de deslocamento, com paradas programadas para descanso, alimentação e encontros com apoiadores. A organização do ato não divulgou uma estrutura formal, mas parlamentares aliados e militantes oferecem suporte ao longo do caminho.
Adesão política
Ao longo da caminhada, parlamentares do PL e de partidos aliados passaram a acompanhar trechos do percurso. Entre os que integram a caminhada está o deputado Luciano Zucco (PL/RS), além de outros congressistas identificados com o bolsonarismo. A participação ocorre de forma rotativa, reforçando o caráter simbólico do ato.
Discurso e narrativa
Nikolas Ferreira tem utilizado redes sociais para divulgar vídeos e mensagens durante o percurso. O discurso central gira em torno de:
- Críticas às decisões do STF
- Contestação das prisões ligadas aos atos de 8 de janeiro
- Defesa da liberdade de expressão e da mobilização popular
O deputado afirma que a caminhada não tem caráter festivo, mas sim de “ato de consciência política”.
Repercussão
A mobilização gerou forte repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões. Aliados classificam o ato como legítimo e simbólico; críticos apontam caráter político-eleitoral e questionam a eficácia prática da caminhada. O evento também reacende o debate sobre a reorganização do bolsonarismo após as decisões judiciais recentes.
Chegada prevista a Brasília
A previsão é de que a caminhada chegue a Brasília no domingo, 25 de janeiro, com possível concentração de apoiadores na entrada da capital ou em pontos simbólicos do Distrito Federal. Até o momento, não foi divulgado um ato oficial de encerramento, mas a expectativa é de manifestações e discursos políticos.
Contexto político
A caminhada ocorre em um ambiente de tensão institucional, com o bolsonarismo buscando manter mobilização de base após a prisão do ex-presidente. O gesto reforça a estratégia de pressão popular paralela às articulações jurídicas e parlamentares, mirando a opinião pública e o eleitorado conservador.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa