Injeção de recurso para a Embrapa

Alceu Moreira (Crédito: Site do Deputado)

A Embrapa, principal instituição de pesquisa pública do agronegócio no Brasil há anos, vem sofrendo com o orçamento insuficiente. Há um esforço de lideranças e instituições do setor para que a empresa receba recursos suficientes para de fato viabilizar novas pesquisas e tecnologias, já que hoje, 90% dos recursos do orçamento da Embrapa praticamente são absorvidos por salários. O deputado Alceu Moreira defende o ingresso de capital privado para as empresas pagarem pelo serviço que utilizam.

Mais do que o dobro do orçamento

Se esse plano for realmente concretizado, a expectativa é que o repasse para despesas discricionárias seja de R$ 364 milhões. Segundo a Embrapa, é o maior valor desde 2019, e mais do que o dobro do orçamento do ano passado, quando a empresa estatal recebeu 161 milhões para custeio de suas operações.

Investimento em novas tecnologias

Em comunicado, a Embrapa afirmou que esses recursos adicionais permitirão a modernização de laboratórios, atualização de campos experimentais, e investimentos em novas tecnologias.

Sucesso do agro brasileiro

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) disse à coluna Repórter Brasília que, “grande parte do sucesso do agro brasileiro vem das pesquisas da Embrapa, ou das pesquisas induzidas e monitoradas por eles”.

Orçamento menor que a necessidade

“Nós estamos num período em que o orçamento é sempre muito menor do que a necessidade. A aplicação do orçamento virou uma coisa imediatista, e a pesquisa tem pouquíssimo valor, o que é um erro absoluto”, avaliou o parlamentar e líder ruralista.

Na pesquisa, mais de 10 Petrobras

Na visão de Alceu Moreira, “a Embrapa, para se ter noção, ela tem naqueles tonéis de pesquisa já desenvolvida umas dez Petrobras, mais ou menos. Se der corda ela vai acabar por conseguir ser a vanguarda, como sempre foi”, enfatizou o congressista gaúcho.

Entrada de capital privado

Alceu Moreira avalia: “neste ano, por exemplo, nós não vamos ter dinheiro para se quer executar o orçamento. Então tem duas alternativas para a Embrapa, ou tem financiamento público do orçamento para viabilizar que ela continue fazendo pesquisa e tecnologia e inovação, ou a Embrapa abre a natureza da empresa e permite a participação com capital privado, aí viabiliza tudo”.

Restrições à participação externa

No entendimento de Alceu Moreira, “a Embrapa, por sua natureza jurídica, ela tem muitas restrições para a participação externa, até por questão ideológica, talvez”, acredita.

Valor é pouco

“O discurso que está em discussão agora é R$ 120 milhões, e que é muito pouco para fazer frente à necessidade da Embrapa a nível nacional”, calcula Moreira.

Empresa tem que ser decente
Questionado se defende a participação das empresas na Embrapa, o parlamentar, líder do agronegócio, afirmou: “defendo, com certeza, aliás uma empresa não é boa por ser pública ou privada, ela é boa por ser eficiente e decente. Não tem nenhum problema de a Embrapa fazer parceria que seja privada, desde que os editais deixem claro qual é o papel de cada um”.

Chão sagrado

Osmar Terra (Crédito: Wilson Dias/ Agência Brasil)

“Este chão é sagrado. Aqui só entra quem tem voto e a delegação da população que nos dá o direito para decidir. Não é o Supremo que pode decidir pelo povo, é esta Casa, e devemos nos fazer respeitar esta prerrogativa”, disse da tribuna, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) sobre a interferência do STF nas atividades do Congresso.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa