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Senadores querem agilizar testes de substância “milagrosa”

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A fosfoetanolamina é apontada por pacientes de câncer como cura, mas como ainda não cumpriu as etapas de teste, não pode ser usada.

fosfoetanolamina é apontada por pacientes de câncer como cura,Ana AméliaUm medicamento que pacientes de câncer consideram milagroso virou uma batalha legal entre os que sofrem da doença e o governo. A fosfoetanolamina, substância em pesquisa que promete um tratamento muito mais eficaz, é alardeada como cura para vários tipos de câncer, mas testes em humanos ainda não foram feitos. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos. Uma Audiência pública realizada em conjunto nas comissões de Assuntos Sociais e Ciência e Tecnologia do Senado discutiu a substância e quer agilizar os testes. “O debate sobre a pílula do câncer mostrou que é preciso muita rapidez para debater, do ponto de vista da saúde pública, a possibilidade de registro dessa substância. Os pacientes de câncer esperam por essa resposta.

A audiência abriu a porta para que se tenha resposta satisfatória a quem espera pela cura do câncer”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS). . A questão virou caso de Justiça depois que pacientes ganharam liminares para que o Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP)— instituição responsável pelas pesquisas — distribuísse a fosfoetanolamina em cápsulas.

De acordo com o Ministério da Saúde e a Anvisa, a substância precisa passar pelas etapas reconhecidas mundialmente para garantir a segurança do medicamento. O representante do Ministério da Saúde, secretário da área de Ciência e Tecnologia, Adriano Massuda ressaltou que será criada uma força-tarefa para cuidar do assunto. Já o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, afirmou que eventual pedido de regulação da pesquisa clínica sobre a fosfoetanolamina terá prioridade na agência. A psicóloga Bernadete Cioffi, de São Paulo, foi uma das testemunhas da “substância milagrosa”. Ela sofria de câncer de mama e nenhuma das terapias era eficaz. Com isso, houve metástase óssea e a psicóloga já tinha data para morrer. Foi quando ela começou a usar a fosfoetanolamina. “Vim de São Paulo de avião, sozinha. Não precisei de nenhum suporte no aeroporto. O que quero é pedir às senhoras e senhores que não tirem de nós essa chance com a substância. Que eu possa continuar com o uso do ‘fosfo’, pelo menos para que eu não volte ao analgésico”, disse durante a audiência.

O desespero dos pacientes é tanto que um representante comercial, Carlos Kennedy Witthoeft, foi preso por falsificar medicamentos. A mãe dele desenvolveu câncer em 2007. Atrás de uma cura, Witthoeft descobriu o composto e começou a dar para a mãe. Ela, que tinha poucos meses de vida, só foi morrer em 2012. Inspirado, ele começou a sintetizar a substância e dar de graça para pessoas que o procuravam, sem cobrar nada. A Anvisa e a Justiça ficaram sabendo. Witthoeft pode pegar até 15 anos de prisão, já que o crime que ele é acusado é considerado hediondo.(Foto Pietro Rubin).

 

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