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Presidente do Sindicato patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília, está otimista com a recuperação do setor

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Gerando emprego para mais de 100 mil trabalhadores e com cerca de onze mil estabelecimentos endividados, empresários apostam num ano de recuperação

O presidente do Sindicato patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SINDHOBAR) de Brasília, Jael Antônio da Silva fez um balanço ao Repórter Brasília, sobre a situação dos hotéis, bares e restaurantes do Distrito Federal, por consequência da pandemia. “O resultado para nós foi catastrófico. É impossível a gente falar que tem alguma coisa boa.”

Todos endividados

Segundo o líder empresarial, “aqueles que sobreviveram e não encerraram as suas atividades, estão todos endividados”. Jael Antônio afirmou que “a grande maioria deles, mais de 90% da nossa base, é micro e pequeno empresário, está dentro do simples.”

Retorno gradativo dos clientes

“Com esse controle melhor da pandemia e o próprio governo entendendo que isso já estava de alguma forma começando a ser superado, com a liberação do uso de máscara, e de outros impedimentos que existiam, a gente observa que a nossa população, felizmente, se sente um pouco mais segura com relação à questão dessa doença, e volta gradativamente a frequentar os nossos estabelecimentos”, afirma Jael.

Esperança na recuperação

Jael Antônio da Silva

Para Jael Antônio da Silva, “os empresários do setor estão muito esperançosos que esse ano vai ser um ano de recuperação”. Atualmente cerca de 10.500 bares, hotéis e restaurantes compõem a base do SINDHOBAR de Brasília. O empresário lamenta que a pandemia tenha provocado um processo de demissão muito grande por parte dos hotéis, bares e restaurantes. “Nós demitimos mais de 20 mil empregados, e esses empregados, dentro da circunstância de que estavam desassistidos, sem receita, sem dinheiro, eles acabaram indo para a informalidade ou se transformando em microempreendedor individual, que de alguma forma acabam indo para a informalidade também, por não estar devidamente estabelecido. Ele resolve fazer comida na sua própria casa, no fundo do quintal, numa garagem, se viram. Então essas pessoas alinhadas com essa atividade, alinhados com a ajuda que o governo está dando 400 disso, 200 daquilo, mais 100 daquilo, vão sobrevivendo.”

Falta de mão de obra

“A consequência destes dois anos catastróficos para o setor, é que também ficamos sem mão de obra”, destacou Jael, durante a aula show de comida vietnamita, do chef Rogério Lisboa, num evento do SENAC, no Guará. Disse que a intenção é justamente mostrar que o Sindhobar tem uma parceria com o SENAC, de forma que a gente volte a fazer um trabalho de cursos gratuitos em parceria com o SENAC para melhorar a qualidade de mão de obra, e preparar profissionais para atender o setor.

A força do setor

Jael diz com orgulho: “Nós somos um dos grandes arrecadadores de ICMS no Distrito Federal, você imagino, nós somos 10.500/ 11 mil estabelecimentos, e todos eles têm uma contribuição grande. Coincidentemente eu fiz uma conta hoje de manhã, nós ainda estamos com 30% da nossa arrecadação do que era arrecadado em 2019. O que significa isso? Que 30% dos estabelecimentos, pelo menos, não voltaram à normalidade. Então quando a gente fala que está voltando à normalidade, é gradativa, porque a própria arrecadação do estado está 30% a menos do que a de 2019, eu vi esses números hoje de manhã”, revelou na sexta-feira dia (06).

Emprego para 100 mil trabalhadores

“Nós somos um setor importante, acho que nós somos o quarto ou o quinto segmento mais importante aqui para a arrecadação do Distrito Federal. Esse é outro fator importantíssimo, nós hoje damos emprego para mais cem mil trabalhadores diretos, contratados diretamente”, fala Jael.

Empregabilidade e sociabilidade

Outro grande aspecto, explica o líder do setor, “não é apenas a questão da empregabilidade, é a questão da sociabilidade, porque a gente dá uma oportunidade para aquele que não tem nenhum tipo de qualificação de entrar nas nossas casas. Você conhece bem isso, o cara entra lá, vamos dizer assim, analfabeto, começando a varrer o chão, quando você menos espera o cara se transforma em garçom; porque a gente também vai dando oportunidade para que ele faça, a exemplo, eu acabei de citar o SENAC, faz um curso de aperfeiçoamento, curso de treinamento, etc.”

Trabalhador muda de vida

Segundo Jael da Silva, “o trabalhador vai se aperfeiçoando dentro do próprio estabelecimento e muda de vida, muda de patamar. Isso é muito importante e nós temos essa qualidade de sermos importante para o governo, importante para a cidade, importante para o trabalhador”. Ele destaca: “nós somos formadores de profissionais. Você conhece muitos estabelecimentos em Brasília que o cara que está lá hoje é o dono, era garçom, era menos que isso e conquistou seu espaço.”

Ano eleitoral

“O ano eleitoral sempre deixa a gente um pouco mais receoso, mas estamos muito otimistas, acreditando na recuperação da economia”, avalia Jael Antônio da Silva.

Repórter Brasília, Edgar Lisboa

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