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presidente do COB Carlos Arthur Nuzmann (Foto: Divulgação)

COB defende investimentos em aeroportos
e mão de obra para olimpíadas 2016

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A Comissão de Infraestrutura do Senado promoveu nesta segunda-feira (19), audiência pública para discutir as necessidades dos três principais eventos nos próximos anos: a conferência ambiental Rio + 20, em 2012, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. As disputas contarão com a participação de 10.500 atletas de 205 países em 17 dias de competições em municípios brasileiros que serão sede dos certames. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzmann, que abriu os debates, ressaltou a necessidade de investimentos pesados na infraestrutura aeroportuária. “Eu tenho me batido por isso, não sou só eu que falo. Acho que os aeroportos necessitam de uma melhoria grande. De uma maneira geral, serem reestruturados e modernizados. Acho que deve simbolizar isso na imagem dos aeroportos que têm em vários lugares do mundo”, exemplificou.

presidente do COB Carlos Arthur Nuzmann (Foto: Divulgação)
O presidente do COB também ressaltou a necessidade de mudanças de natureza legislativa, neste caso o Ato Olímpico e a Lei Pelé. Nuzman esclarece que é preciso conter o chamado ‘marketing de emboscada’, ou seja, o uso comercial não autorizado dos símbolos relacionados aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. O COB aponta a necessidade de ampliação dos dispositivos de proteção previstos na legislação, por meio da inclusão de novos termos, expressões, variações ou combinações que possam induzir a uma falsa associação com os Jogos Rio 2016. “Isso é uma demanda do Comitê Olímpico Internacional, é um compromisso assumido pelas autoridades brasileiras. Da mesma forma que Pequim, Atenas, Sidney, isso é igual para todas as cidades”, esclareceu Nuzman, citando outras sedes olímpicas que também tiveram que adequar suas legislações.

Outra carência identificada pelo COB é a falta de qualificação de mão-de-obra. A Copa do Mundo e as Olimpíadas vão representar oportunidades profissionais para diversos campos, como advocacia, arquitetura, medicina, eventos, alimentação, segurança, vestuário e transporte. Em outras palavras, o Brasil precisa correr contra o tempo para formar gente qualificada para atuar na prestação de serviço demandada por estes dois grandes eventos.

A audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado também contou com a presença do ex-presidente da FIFA, João Havelange, e do presidente Comissão de Atletas Olímpicos, o ex-jogador de vôlei Bernard Brajzman, medalha de prata pela seleção brasileira nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles. Em sua exposição, Nuzmann também defendeu a apresentação do projeto que marcou a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 no Plenário do Senado, por entender que o assunto envolve a participação de diversas comissões permanentes da Casa. Em resposta, o senador Fernando Collor (PTB-AL) – que preside a CI e é autor do requerimento para a realização da audiência pública – disse que vai solicitar a realização especifica de uma sessão com essa finalidade, como forma de esclarecer os parlamentares sobre o empreendimento.

O presidente do COB ressaltou que o Rio de Janeiro já conta com 54% das instalações para a realização das Olimpíadas, levando em conta o aproveitamento da estrutura dos Jogos Panamericanos de 2007, sediados na capital fluminense. Os novos empreendimentos para os jogos de 2016 – que contarão com a participação estimada de 300 mil visitantes e 70 mil trabalhadores voluntários na organização de 28 competições esportivas – estarão concentradas na Barra da Tijuca, em Deodoro, no estádio do Maracanã e na orla de Copacabana, entre outras locais.

Nuzmann também explicou que as obras a serem realizadas em 2010 para os Jogos Olímpicos não contarão com recursos públicos, mas apenas com verbas próprias do COB e de adiantamentos a serem repassados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele ressaltou que as obras de infraestrutura ficarão a cargo de um consórcio que contará com a participação dos governos federal, estadual e municipal. Os jogos demandarão profissionais ligados à advocacia, arquitetura, realização de eventos, medicina, nutrição, segurança, vestuário e transporte, entre outros.

Participantes

Além de Nuzmann, participaram da audiência pública, que integra o ciclo de debates Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, promovido pela CI, o secretário executivo do Ministério do Turismo, Mário Augusto Lopes Moysés; o presidente da Comissão Nacional de Atletas Olímpicos, Bernard Rajzman; e o ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) João Havelange.

Em sua exposição, Mário Augusto Lopes Moysés, disse que os investimentos do governo nas Olimpíadas irão se concentrar na promoção da imagem do Brasil no exterior como destino turístico; na capacitação e qualificação de trabalhadores, empresários e gestores públicos da cadeia do turismo; e em mecanismos públicos de fomento ao setor de hotelaria, possibilitando a renovação do parque hoteleiro nacional e a construção de novas unidades.

Moysés explicou que nos próximos anos serão investidos US$ 90 milhões pela Embratur e que em julho próximo, após a Copa de Futebol na África do Sul, será lançada uma campanha de promoção do Brasil no exterior, com foco em todas as tevês mundiais e na internet. O filme publicitário da campanha já está sendo executado pelo diretor Fernando Meirelles, do filme Cidade de Deus.

O secretário executivo do Ministério do Turismo disse ainda que até 2014 o governo pretende qualificar cerca de 306 mil profissionais para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, e também incorporar 8 mil jovens hoje beneficiados pelo programa Bolsa Família.
Por sua vez, Bernard Rajzman disse que a prática de esportes favorece a abertura de oportunidades de crianças e adolescentes mundo afora. Segundo ele, as Olimpíadas viraram um “grande negócio” e a cada edição dos jogos cresce a interesse dos países em participar das competições.

O ex-jogador de vôlei e medalha de prata pela Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, disse ainda que, em termos esportivos, o Brasil evoluiu “muitíssimo” desde 1990, mas ressaltou que os recursos destinados à prática esportiva ainda são escassos, embora o país conte com centros de excelência em diversas modalidades.

João Havelange, 94 anos, foi o último a falar na audiência pública. A atuação profissional do ex-presidente da FIFA e da CBF – para quem os Jogos Olímpicos de 2016 podem se tornar um elemento valioso e prestimoso para o desenvolvimento do Brasil – foi saudada por Fernando Collor e pelos senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).
Em sua exposição, Havelange destacou ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em prol da realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, além do empenho de Carlos Nuzmann.

– A Copa do Mundo antigamente estava entre a Europa e a América do Sul. Consegui modificar e hoje ela vai a todos os continentes, tanto é que está indo à África. Os jogos olímpicos no Rio de Janeiro serão inesquecíveis – garantiu.

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