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Rafael Cortez

Orçamento não para de pé

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Rafael Cortez

“Se a gente olhar todos os gastos para 2023, o orçamento do governo meio que não pára em pé; um problema que vai ficar também na mão dos parlamentares, passado o processo eleitoral”, avalia o doutor em ciência política, Rafael Cortez, da Tendência Consultoria.

Processos Legislativos

Para o especialista, “o problema parece mais delicado, nesse jogo político, num eventual cenário de vitória do ex-presidente Lula, porque aí de fato vai disparar uma corrida para saber quem é que vai comandar esses processos legislativos em 2023.”

Bastante barulho

Olhando, por exemplo, em relação às emendas de relator, que é um instrumento muito importante nesse equilíbrio político, Rafael Cortez afirmou que “o ex-presidente Lula critica essas emendas. Como é que isso vai ficar? Eu acho que nesse cenário, no final do segundo semestre, a gente deve ter realmente bastante barulho, e já 2023 sendo antecipado com as contas públicas e alocação de recursos sendo afetadas no ano que vem. A grande questão é como vai ser a relação deste Parlamento com o Poder Executivo”.

Próximo Parlamento

Na opinião de Rafael Cortez, “é possível que o próximo Parlamento tenha uma redução do número de partidos, não talvez os partidos nominais, formais, mas quando a gente olha a força da legenda, é possível que a gente veja um Parlamento mais concentrado, especialmente na Câmara”. Para o especialista, “o Brasil vai continuar sendo um dos parlamentos mais fragmentados do mundo, se não o mais fragmentado; esse título a gente não vai perder”.

Liberdade Econômica

Jerônimo Goergen

O Instituto Liberdade Econômica (ILE), será lançado na próxima segunda-feira (8) às 11h, na sede do Instituto Caldeira (Travessa São José, 455 – Navegantes), em Porto Alegre. A criação da entidade é uma iniciativa do deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS), que foi o relator da Medida Provisória 881/2019, proposta posteriormente convertida na Lei 13.874/2019, mais conhecida como Lei da Liberdade Econômica. O ILE nasce com a missão de fomentar o empreendedorismo, a melhoria do ambiente de negócios, e a redução do peso do Estado na vida do cidadão.

Votação à distância

Para o deputado Marcel van Hattem (Novo/RS), “o sistema de votação à distância prejudica a discussão de propostas relevantes para a população”. Ele é contra, pois elas também favorecem o baixo quórum no Plenário. No entendimento de Marcel van Hattem, “as sessões virtuais passam a impressão para a sociedade de que as campanhas eleitorais são mais importantes do que o trabalho legislativo”.

Deputada acha injusto

Também é contra a votação remota, a deputada Adriana Ventura (Novo/SP). Ela acha injusto que a Câmara implemente esse sistema de votação. Segundo a deputada, “não é certo que, enquanto alguns congressistas cumpram seu dever se deslocando à Brasília, outros fiquem nos estados fazendo campanha”.

Auxílio Brasil

Bohn Gass

O deputado Bohn Gass (PT/RS) observa que o Executivo sempre foi contra o aumento do benefício de R$ 600,00 à população mais necessitada, mesmo durante a pandemia, “e, agora, por causa do período eleitoral, tenta enganar a população com esse reajuste”. O parlamentar petista afirmou que “o governo só permitiu elevar o Auxílio Brasil por causa da perda de apoio popular ao presidente”.

 A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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