A história de JK como referência nacional
Paulo Octávio, ao centro, recebe magistrados no Memorial JK. A direita, o desembargador Roberval Belinati, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (Fotos: Edgar Lisboa).
O Memorial Juscelino Kubitschek, instalado no coração de Brasília, preserva não apenas a memória do fundador da capital, mas a visão de estadista que marcou definitivamente o século XX brasileiro. Juscelino, médico, político arrojado e presidente de 1956 a 1961, idealizou a transferência da capital para o Planalto Central e instituiu o Plano de Metas, considerado até hoje um dos mais ousados projetos de modernização da história do país.
Foram 31 metas estruturadas em quatro eixos: energia, transporte, indústria e educação, todas concluídas durante seu mandato. O Memorial JK, idealizado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1981, cumpre a função de resguardar esse legado de planejamento, coragem administrativa e compromisso com resultados, valores frequentemente citados como essenciais para o presente e o futuro da política brasileira.
Vice-presidentes dos TJs visitam o Memorial
Foi nesse cenário simbólico que Paulo Octávio recebeu vice-presidentes dos Tribunais de Justiça de todo o país. Durante a visita, os magistrados conheceram detalhes da trajetória de Juscelino e refletiram sobre o alcance institucional de seu projeto de desenvolvimento nacional.
Ao final da visita guiada, Paulo Octávio destacou que o Plano de Metas permanece como um exemplo extraordinário de eficiência pública:
“Eram 31 metas: edificação, energia, indústria e ciência. Todas foram cumpridas,” afirmou. Para ele, isso ainda hoje representa um marco raro na política nacional.
“Um presidente que deu certo”
Paulo Octávio reforçou aos magistrados que JK simboliza um modelo de liderança capaz de inspirar futuras gerações de gestores públicos:
“Eu sempre defendo que é importante para nós brasileiros mostrarmos o exemplo de um presidente que deu certo. Porque em cinco anos fez tudo o que prometeu.”
Segundo ele, as metas cumpridas, listadas nos livros entregues aos visitantes, deveriam orientar a responsabilidade administrativa de candidatos e autoridades. “O exemplo do JK tem que ser seguido por todos os políticos brasileiros”, aconselhou.
O Brasil que precisa voltar a planejar
Ao interpretar o Memorial como uma bússola moral e administrativa, o vice-presidente da instituição sintetizou o espírito da obra: “Sem planejamento, o Brasil não vai andar. Sem projetos, o Brasil não vai crescer”, afirmou Paulo Octávio.
Para Paulo Octávio, essa é justamente a lacuna que o país enfrenta hoje: falta de visão estratégica e de metas claras. Por isso, valorizou a presença dos magistrados e desejou que o exemplo de JK “seja levado a todos os tribunais brasileiros”.
A relevância da visita institucional
O anfitrião também agradeceu o papel do desembargador Roberval Belinati, 1º vice-presidente do TJDFT, responsável pela organização do 5º ENAVIP. Belinati manifestou profunda gratidão a todos que contribuíram para a realização do evento, considerado significativo para a Corte de Justiça do Distrito Federal.
Paulo Octávio encerrando a recepção destacou o papel dos magistrados como agentes permanentes do equilíbrio institucional brasileiro:
“Os senhores serão os comandantes da Justiça, não só agora, mas no futuro.”
JK, diálogo e futuro
O vice-presidente do Memorial lembrou ainda que recebeu, de Minas Gerais, uma carta histórica, ressaltando o momento delicado da política brasileira.
Para ele, o país precisa recuperar a cultura do entendimento: “Nós precisamos de diálogo. O Brasil precisa de diálogo. JK é um bom exemplo.”
Em nome de sua esposa, Anna Christina, presidente do Memorial JK, Paulo Octávio reiterou que a instituição está sempre de portas abertas para iniciativas que valorizem a memória do ex-presidente e seu legado de metas, planejamento e resultados.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa