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Maconha (Cannabis) para uso medicinal

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O deputado Daniel Coelho (Cidadania-PE) quer que o Plenário da Câmara analise projeto que prevê o cultivo e a comercialização de produtos à base da cannabis, para uso medicinal. Ele afirma que a medida vai beneficiar pacientes com Alzheimer, crianças e pessoas com transtorno do espectro autista, entre outros.

Não há consenso

É muito difícil que o projeto seja colocado em votação antes das eleições de outubro. Não há consenso entre os parlamentares, na aprovação do texto. O deputado Osmar Terra (MDB/RS), que é médico, é contra a liberação. Disse que o projeto foi discutido na Comissão Especial da Câmara, houve empate. “Foi decidido por voto duplo do relator”.

Liberação Geral de Drogas

Deputados Daniel Coelho, Osmar Terra e Carlos Gomes

Na opinião do parlamentar, “é o começo da liberação geral das drogas no Brasil, começando pela maconha. Vai aumentar muito o número de dependentes químicos, de pessoas com transtorno mental”. No entendimento de Osmar Terra, “haverá também um aumento significativo dos problemas com a juventude, com tragédia nas famílias, com jovens”, acredita o congressista.

Lobby Econômico

Segundo o deputado, “vai haver um grande lobby econômico da ‘Canopy Growth’, uma empresa canadense, e tem uma “Verdemed”, que é outra filial canadense também, que estão fazendo reuniões, pressões, lobby, na casa dos deputados, para aprovar isso”. O interesse, acentua o congressista, “é puramente econômico.”

Dano Maior

“O dano que ela causa é muito maior do que qualquer benefício”, destaca Osmar Terra, acrescentando que: “o remédio já existe nas farmácias, já pode ser comprado. Não acredito que a proposta passe na Câmara numa discussão decente.”

Contra liberar o cultivo

Para Carlos Gomes (Republicanos/RS), “liberar o cultivo da maconha é complicado, porque o Brasil já não controla as drogas ilícitas que existem no País, causando tanta desgraça com custo social enorme. Imagina liberar cultivo. Quem tem segurança para guardar isso aí?”

Mau exemplo do Uruguai

Carlos Gomes é presidente da Comissão de Saúde do PARLASUL. Ele argumenta que, “no Uruguai, depois dos oito anos que liberaram, não deu certo. Até para recreação foi utilizado também o argumento para a saúde, mas hoje está uma pandemia de evasão escolar, o índice de suicídio foi lá para cima entre os jovens adolescentes.”

O problema é plantar, diz deputado.

“O Brasil já pode comprar, o problema é plantar”, frisa, Carlos Gomes. “Tudo que é medicamento é droga, só que são utilizadas propriedades medicinais de cada uma delas.”

Ajuda milhares de pessoas

Médico e deputado Henrique Fontana: “medicamento ajuda milhares de pessoas”

O deputado Henrique Fontana (PT/RS), que também é médico, resume em uma frase sua posição a respeito da liberação: “O uso medicamentoso do canabidiol é muito importante, ajuda milhares de pessoas e tem que ser regularizado no país.”

Na opinião do parlamentar, “o plantio, para que tenha uma segurança maior no País, é que o próprio Estado organize. O plantio tem que ser totalmente organizado pelo Estado.”

Em jogo “a saúde da população”

O deputado pernambucano, Daniel Coelho ressalta que a Comissão Especial, criada para debater o tema na Câmara, já aprovou o  que coloca regras claras para produção, comercialização e atendimento às famílias que precisam de medicamentos à base da cannabis. De acordo com o congressista, “não há matéria inconveniente quando o que está em jogo é a saúde da população.”

Negócio bilionário de “cannabis” atrai grandes empresários.

A coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul

Edgar Lisboa

 

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