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Jornalistas brasileiros homenageados pelo trabalho em defesa da paz

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Com o objetivo de “agradecer e reconhecer o profissionalismo dos jornalistas em defesa da paz na Terra Santa”, o embaixador da Palestina, em Brasília, Ibrahim Alzeben, abriu sua residência, na terça-feira (8) à noite, para a cerimônia de entrega de certificados de honra para um grupo de jornalistas, pelo trabalho realizado em defesa da paz na Terra Santa.

“A Embaixada do Estado  da Palestina agradece e reconhece o profissionalismo do jornalista Edgar Lisboa em defesa da paz na Terra Santa.

Embaixador Ibrahim Alzeben

Brasília 08 de outubro de 2019″, diz a placa. 

O embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, destacou a importância do jornalismo na hora de transmitir informações para todos. “Passamos duas décadas como refugiados que procuravam uma ajuda humanitária. Essa era a imagem que os grandes jornais e meios de comunicação queriam dar ao mundo e tivemos que lutar a todo nível para mudar isso”, explicou Alzeben, ressaltando que o conflito com Israel – que já dura mais de 70 anos – tem motivação territorial e não religiosa. Embaixadores do mundo árabe prestigiaram o evento. O jornalista Edgar Lisboa agradeceu e afirmou que “o bom jornalismo é a arte do equilíbrio. Só com equilíbrio podemos aproximar as pessoas e as Nações. Ficamos felizes por dar esta pequena colaboração para auxiliar  na busca da paz na Terra Santa e, no mundo”.

Parlamento brasileiro debate situação da Palestina

“A Faixa de Gaza é um imenso campo de concentração”, afirmou o embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O embaixador revelou que na última década, a situação socioeconômica dessa população piorou em consequência de anos de ocupação, de conflitos e do bloqueio à região. A maioria ficou dependente da ajuda internacional.

O Brasil mantém relações diplomáticas formais com o Estado da Palestina desde que o Governo brasileiro reconheceu formalmente o país, em 2010. Porém, a relação entre brasileiros e palestinos começa no início do século XX, com a vinda de palestinos para o país, em busca de refúgio e de melhores condições de vida. Naquela época, fugiam da Primeira Guerra Mundial e da perseguição do Império Otomano. Depois, a segunda e maior vinda de palestinos para o Brasil foi causada pelas expulsões do território para a criação do Estado de Israel em 1948. Desde então, a região vive em permanente conflito.

Campos de refugiados

De acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), existem hoje 59 campos de refugiados palestinos. Eles estão espalhados pela Jordânia, Líbano, Síria, Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Só em Gaza são 8 campos com cerca de 1 milhão e 400 mil refugiados, o que corresponde a 83% da população. Na última década, a situação socioeconômica dessa população piorou em consequência de anos de ocupação, de conflitos e do bloqueio à região. A maioria ficou dependente da ajuda internacional.

Brasil-Palestina

Esses números, as denúncias de violação de direitos humanos e as relações entre o Brasil e Palestina, foram discutidos pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), em audiência pública na terça-feira (8/9). O encontro foi solicitado por Erika Kokay (PT/DF), Márcio Jerry (PSB/MA) e Helder Salomão (PT/ES), presidente da CDHM.

Conflito diplomático e econômico

“Nosso conflito não é entre judeus e cristãos, mas um conflito diplomático, geopolítico e econômico. O povo palestino sofre, desde 1917, um sistema de castigos coletivos, assassinatos, perseguições, destruição de casas e contaminação dos aquíferos. Israel não respeita e nem acolhe nenhuma das resoluções do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Já foram mais de 700 recomendações”, conta Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil. O diplomata enumera outras situações de humilhação e violações de direitos. Ele afirma que “a lista dos crimes contra os palestinos é interminável”.

Blog Edgar Lisboa

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