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Esplanada Brasília, o último desafio de dezembro

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Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes – Crédito Foto: Marcos Correa/PR

Esta semana, em Brasília, o cenário político-econômico vai ser dominado pelo empurra-empurra entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O chega para lá começou com o duvidoso número do crescimento do PIB no terceiro trimestre, para uns uma glória (7,7%), para outros um fracasso. Ou seja: tem assunto para todos. Mas o que vai esquentar será a discussão em torno do déficit e as metas para os gastos públicos, e, mais ainda, da entrada da reforma tributária na pauta das votações ainda este ano. Alguém acredita?

Difícil, mas não impossível

O deputado Marcel van Hattem (Novo/RS) declarou ao Repórter Brasília que ouviu do próprio presidente da Câmara que ainda vota a reforma tributária em seu mandato. Se não tiver certeza de sua reeleição, Maia terá até o dia 31 de janeiro para ver aprovada ou rejeitada a mãe de todas as reformas. É um prazo muito exíguo para um presidente em fim de mandato, com um recesso pela frente e, mais ainda, com uma peste assassina a manter todo  mundo, principalmente os congressistas, dentro de casa numa quarentena obrigatória. Entretanto, o presidente da Câmara já deu mostras de dar nó em pingo d’água. É difícil, mas não impossível. Tem de ser logo, começar esta semana. A ver.

Parlamento Reformista

O deputado Alceu Moreira, poderoso presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), o bloco parlamentar mais sólido do Congresso Nacional, há dias declarou à coluna que o atual Parlamento é dos mais reformistas que o País teve nas últimas legislaturas. Com isto ele refletia sobre a quantidade de jovens influentes em primeiros mandatos que frequentam os plenários, dentre os quais, podemos destacar, o deputado van Hattem, referido acima.

Retirando obstáculos

Tal como van Hattem, mais da metade dos deputados e senadores novos, das três tendências-mães, esquerda, centro e direita, chegaram a Brasília com eloquentes compromissos com suas bases, nas campanhas eleitorais, de promover as reformas, reabilitando o estado e retirando os obstáculos ao desenvolvimento.

Parece ser esta uma das razões para o crescimento acelerado da economia e, mais do que nunca, a demanda do País a seus dirigentes dos três poderes. A saída da pandemia vai exigir coragem política, um fator pouco mencionado quando se fala em reformas, pois os representantes do povo tremem quando veem pela frente a cara feia das corporações.

Desafio político

A esse desafio ao Congresso é priorizar o interesse nacional às suas picuinhas internas, como essa cortina de fumaça que se antepõe ao progresso, a disputa insana pelo comando das duas casas legislativas. O desafio político será a composição positiva entre o executivo, leia-se Paulo Guedes, das lideranças dos partidos e dos presidentes da Câmara e Senado. A nação pede, entre tudo, colocar à frente as reformas, para, aproveitando-se os minutos finais para as jogadas decisivas, removendo obstáculos, superando rivalidades, compondo interesses e arbitrando conflitos, entregar ao País os instrumentos que precisa para se reencontrar com seu futuro.

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