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Palácio do Planalto

Enfrentamento Maior entre os presidenciáveis

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Palácio do Planalto

A tendência a partir de agora, definido os prazos para os candidatos e as conversões dos partidos com datas sendo definidas, deve aumentar o enfrentamento entre os candidatos à Presidência da República. Com os holofotes voltados para o presidente Jair Bolsonaro, que vai tentar buscar a reeleição, e Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende também voltar ao Palácio do Planalto, os militantes tanto do PL e aliados, e do PT começam a fazer muito barulho.

Bolsonaro mais radical

Na visão do cientista político da Fundação Getúlio Vargas, Cláudio Couto, “Bolsonaro será cada vez mais radical e mais enfático em suas falas até a eleição. Tem se observado nos últimos dias, os novos ataques que ele desferiu contra a justiça, principalmente contra a justiça eleitoral, além da tentativa de identificar as forças armadas como parte de seu governo e, eu diria, mais que isso, como parte da sua candidatura.”

Mais cautela com as palavras

O ex-presidente Lula no lançamento de sua candidatura ao lado de Geraldo Alckmin fez um discurso longo, lido, que normalmente seria de improviso. Na interpretação do cientista político da FGV, “foi uma tentativa de lidar com mais cautela com as palavras, uma preocupação de ter um discurso um pouco mais contido”. Analistas políticos, contudo, acreditam que quando a chapa esquentar Lula também deve avançar no linguajar menos diplomático.

Chuchu pode render

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, poderá ser o equilíbrio. No lançamento da candidatura na chapa montada com tradicionais antagonistas (Lula e Alckmin), ele falou de uma brincadeira feita com ele onde é chamado de chuchu. Com tom bem humorado, ensina a fazer até picolé com chuchu.

Estratégia de campanha

Na avaliação de Cláudio Couto, “é bom como estratégia de campanha, acaba reproduzindo e repercutindo nas redes sociais com as pessoas brincando com a ideia.”

Vantagem de Bolsonaro

O presidente Bolsonaro tem uma vantagem  desde 2018 no uso das redes sociais, no uso desta linguagem dos memes, e é difícil para quem quiser competir com ele tirar essa vantagem.

Um outro ponto importante, avaliado pelo cientista político, está na frase dita tanto por Alckmin quanto por Lula de que “é preciso que se juntem os divergentes para combater os antagônicos.”

Candidato da Esquerda

Neste momento Lula representa de uma forma diferente, não só o PT, mas a oposição. É o candidato do seu partido, é também o candidato da esquerda, procurando se colocar de uma forma mais ampla, justamente como candidato do campo da democracia.

Terceira Via Definhando

Pelo andar da carruagem, a terceira via parece que vai definhando cada vez mais. Ainda resta um pequeno fio de esperança pelos candidatos que se apresentam como terceira via, seja o Ciro Gomes, Simone Tebet, João Doria, entre outros. A frente democrática, mais competitiva, e que busca com outros partidos, dia 18 próximo, os rumos da legenda, não é mais uma candidatura partidária, é mais uma candidatura frentista, dessa frente de combate ao autoritarismo enfrentado por Bolsonaro. Essa é a grande diferença dessa eleição para as demais.

Bipolarização Assimétrica

Há uma tendência da bipolarização assimétrica entre Lula e Bolsonaro. Assimétrica, explica Couto, porque você tem de um lado um candidato de extrema direita, e de outro um candidato de esquerda moderado, daí a assimetria do ponto de vista dessa qualidade diferente dos dois candidatos, da substância que os caracterizam. Só os dois têm crescido, ou pelo menos se mantido. Os outros têm reduzido a sua votação.

 

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