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Dinheiro das apostas

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Enquanto o governo brasileiro não edita regras confiáveis para operadores de apostas no futebol, agências estrangeiras agem livremente no Brasil, via internet, com direito a chamadas nos canais pagos de televisão e patrocínios de suas marcas em clubes de peso. O apostador brasileiro paga, a empresa estrangeira ganha uma boa grana e o governo brasileiro não vê a cor dos impostos.

Governo perde dinheiro

Em 2018, o então presidente Michel Temer promulgou a Lei 13.756/2018, tornando legal a atividade de apostas esportivas de quotas fixas, isto é, aquelas em que se define quando o apostador ganhará em caso de acerto. Mas o atual governo ainda não regulamentou essa prática e, por isso, perde em torno de R$ 4 bilhões/ano, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. O Ministério da Fazenda trabalha num texto, depois que abriu consulta pública para atrair empresários do setor.

Falta regulamentar a atividade

“Dos oito mil sites de apostas esportivas existentes no mundo, 500 oferecem jogos do futebol brasileiro, e, 50 têm versões em português”, diz o advogado Pedro Tregngrouse, professor da FGV, especialista no assunto.

Esses sites têm sede em outros países, e para que operadoras Brasileiras passem a receber apostas, falta o Ministério da Economia regulamentar a atividade, quando concederá licenças mediante o pagamento de taxas.

Patrocínio ao futebol

A partir da legalização deverá ocorrer patrocínio ao futebol, como já ocorre em outros países. O Fortaleza, por exemplo, já tem parceria com o site NetBet, que paga para expor a sua marca na camisa dos jogadores. Já o Flamengo, fechou com a Sportbetio até o fim do ano, mas sem a exposição da marca na camisa do clube. O Fluminense acertou com a KB88 e expõe a marca no uniforme.

Fabricação de resultados

Os investimentos vêm em ótimo momento, pois desde o início do atual governo, a Caixa deixou de patrocinar clubes de futebol. O sistema de apostas, porém, provoca boa discussão quanto à lisura dos jogos diante das suspeitas de “fabricação de resultados”, como já demonstrou o escândalo, A Máfia do Apito, em 2005”. Mas este é assunto para próximo comentário.

Reitor fora do cargo

O Conselho Universitário da Universidade Federal da Fronteira Sul (SC, PR e RS) decidiu que Marcelo Recktenvald, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a Reitoria da instituição federal, não deve permanecer no cargo. O candidato foi o menos votado para reitor da Universidade e ocupou o terceiro lugar na lista tríplice. A situação é inédita nas instituições federais.

Autonomia universitária

Deputada federal Fernanda Melchionna. Foto: Reprodução

Em audiência pública na Comissão de Educação, na Câmara dos Deputados na terça-feira (8), a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL/RS), reafirmou que “a decisão do Consun pela destituição de Marcelo Recktenvald deve ser acatada. Essa é uma deliberação do órgão máximo da UFFS e o Presidente tem que respeitar a autonomia universitária. Esse candidato não representa a comunidade acadêmica”.

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