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Confronto das pesquisas Lula-Bolsonaro

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Lula e Bolsonaro, cenário de estabilidade, avaliam especialistas

A menos de três meses das eleições, a última pesquisa Datafolha mostrou um cenário de certa estabilidade na disputa pela corrida presidencial entre os dois candidatos melhor situados nas pesquisas: Lula (PT) e Bolsonaro (PL).

Os integrantes da campanha de Lula comemoram a “larga vantagem do ex-presidente em relação à Bolsonaro, 18 pontos à frente, apesar da considerada estabilidade”. As comemorações, na verdade, vem “recheada” de muita cautela, pois Lula ficou estacionado nas pesquisas com 47% das intenções de votos.

Vitória em primeiro turno

Mesmo assim, integrantes da campanha do petista, mais  entusiasmados, ainda apostam na vitória em primeiro turno. Dentro dessa expectativa, esses números acabam não agradando os estrategistas do ex-presidente.

Busca de novos apoios

Por isso, esse grupo insiste na estratégia que já começou a ser seguida por Lula, de buscar novos apoios. Eles sabem que vão precisar de mais apoio, do que apenas o PT. Uma ajuda mais consistente de outros partidos pode fazer toda a diferença, turbinar esse desempenho e, talvez, levar o petista, sonho da maioria dos militantes e apoiadores, a uma vitória em primeiro turno. Difícil, mas possível, avaliam os integrantes da campanha.

MDB e União Brasil

Na busca dos necessários apoios, Lula tem conversado com o MDB e o União Brasil. Ele não terá o que pretende, mas os partidos já mostraram  que receberá apoio. Alguns diretórios do MDB, por exemplo, já  anunciaram apoio a Lula, mas outros estão longe de um acordo efetivo, como é o caso do MDB gaúcho, segundo já antecipou o deputado Alceu Moreira ao Repórter Brasília, “apoiar o Lula, nunca”.

Cautela para não tropeçar

No União Brasil, também, alguns estados, deixaram bem claro que não apoiam o ex-presidente petista. Nessa situação é que entra a famosa receita dos mais antigos, sem internet e pés no chão: “cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém”. Neste sentido é que o Lula avança com cautela e  muito cuidado para não tropeçar no tortuoso caminho para tentar voltar a subir a rampa do Palácio do Planalto.

Pacote de bondades

Arthur Lira

Já pelo lado do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, o “Pacote de Bondades” que o Congresso aprovou, numa bem elaborada jogada política do presidente Arthur Lira (PP/AL), a famosa “PEC Kamikaze”, anunciada pelo governo será o foco, com aumento dos valores do Auxílio Brasil, dos voucher aos caminhoneiros e taxistas, a partir deste mês de agosto, há menos de três meses das eleições. Se bem aplicada, ainda tem tempo hábil para que tenha impacto na população, principalmente a mais pobre. O pacote, segundo especialistas, ainda não surtiu efeito na pesquisa Datafolha. No decorrer dos dias, o benefício pode até causar estragos na estratégia petista.

Apoiadores animados

A campanha e apoiadores de Bolsonaro estão animados com a pesquisa divulgada na quinta-feira (28), onde o presidente aparece com 29% das intenções de votos considerada estável, só que um ponto acima do último levantamento e ainda dentro da margem de erro. Os bolsonaristas já observam o crescimento do  atual presidente e  apostam num resultado bem mais positivo na próxima pesquisa.

Chegando diesel da Rússia

Bibo Nunes

Outro ponto que pode fazer diferença é o preço dos combustíveis. O deputado Bibo Nunes (PL/RS) destacou a importância da diminuição do preço do combustível. “Eu coloquei gasolina hoje a R$ 5,28; em Soledade está R$ 4,99 o litro”. O deputado acentuou que “está chegando o diesel russo, e chega, agora, em setembro, com preço lá embaixo. Então, a oposição, contra tudo e a favor de nada, pode começar a botar o lencinho pra fora e chorar,” provocou o polêmico escudeiro de Bolsonaro.

Menos provocação e mais “bondades”

Os integrantes da campanha estão na expectativa de melhorar os números na próxima pesquisa, e torcem para que Bolsonaro deixe de lado os discursos provocativos e golpistas, que passam pelas urnas eletrônicas e sempre acabam no Supremo, e concentre seus discursos  nas “bondades” que o governo vem concedendo.

Rejeição preocupa

“O presidente tem que ajudar”, apelam os integrantes da campanha de Bolsonaro. O ponto mais preocupante para os bolsonaristas é a rejeição do candidato à reeleição. Ela continua alta: 53% dos pesquisados dizem que não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro.

Mulheres com Lula

No balanço dessa avaliação da campanha, os resultados mostram que Lula lidera tanto entre os homens como entre as mulheres. Só que, entre as mulheres os petistas ficaram mais confiantes. Lula cresceu seis pontos percentuais entre o eleitorado feminino, alcançando 27%, um aumento acima da margem de erro.

Acertada presença de Michele

O resultado no público feminino faz os apoiadores de Bolsonaro acreditarem que foi acertada a presença forte da primeira dama, Michele, no palanque da convenção do Partido, buscando conquistar as mulheres, segmento onde Bolsonaro ainda tem forte rejeição.

Mulheres, nordestinos, e baixa renda

O foco da campanha de Jair Bolsonaro será concentrado ainda mais no público nordestino, mulheres e população de baixa renda, valorizando o Auxílio Brasil e o preço dos combustíveis.

 A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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