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Eleição para Presidência da Câmara

Candidatos para 2022

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Eleição para Presidência da Câmara

Sucessão de 2022. Bastou reunir presencialmente o Congresso para o assunto tomar conta de Brasília, deixando para trás a pandemia, a crise fiscal, a recessão e todos os demais. Com os parlamentares frente a frente, olho no olho, depois de meses, veio à tona a natureza da classe política, que estava represada pela vida virtual a que estavam se acostumando. Eleição é o sangue nas veias do político.

Segundo turno

Bolsonaro e seus adversários especulavam: quem irá para o segundo turno contra o capitão? Esta foi a pergunta e o tema das rodas de conversas nos bastidores. Na esteira, vieram as sucessões estaduais, governadores e senadores, estado a estado. O assunto na capital foi eleição, inclusive na bancada gaúcha.

“Maior Minoria”

Uma das análises que se fazem na Esplanada, foca nas disputas por uma das duas vagas no segundo turno. Neste sentido, os estrategistas dos partidos trabalham com as metas de formar o que estão chamando de “maior minoria”. Também entre os políticos gaúchos esse formato era considerado: quais forças no Estado estarão no segundo turno em 2022? Neste sentido, o xadrez desenvolve hipóteses de movimentação das peças considerando dois fatores: quem fará dobradinha com Bolsonaro? E como será a composição com o candidato a senador?

Difícil composição

Um desses exercícios, por exemplo, considera a candidatura do senador Luis Carlos Heinze, do PP, como uma hipótese muito forte para segundo turno, mas que esbarra na composição para o senado, diante da inevitabilidade da candidatura da ex-senadora Ana Amélia. Não seria viável uma chapa “puro-sangue” no PP? O parceiro dos sonhos do senador seria o deputado Marcel van Hatten, do Novo. O jovem parlamentar calçaria como uma luva: direitista moderado, deputado destacado, jovem, oriundo da região colonial (Dois Irmãos), imagem urbana e industrial; Heinze vem da fronteira, origem rural, político tradicional. Fecha. Entretanto, como fica Ana Amélia, um ícone do segmento conservador que se destacou em seu mandato no Senado?

Nomes possíveis

O caso do PP é apenas um exemplo que se repete em quase todas as legendas da área conservadora no Rio Grande do Sul e demais estados. Outro exemplo: falando à coluna, o deputado Giovane Feltes, do MDB, elencou uma lista de nomes possíveis, inclusive do ex-governador José Ivo Sartori, destacando dois: do presidente regional do partido e líder ruralista, Alceu Moreira, que já se lançou; e do ex-ministro e deputado federal Osmar Terra, que conseguiu associar seu nome a Bolsonaro. Terra foi ousado na fase inicial da pandemia, discordando do então ministro Luís Henrique Mandetta, no auge da popularidade, correndo os riscos que correu, usando seu diploma de Medicina, expondo-se para defender o presidente diante de uma mídia hostil e as incertezas de uma doença desconhecida. Bolsonaro ficou em dívida com o parlamentar gaúcho. É um ativo eleitoral respeitável.

PDT com apoio do PT

Já na esquerda, há uma expectativa de que o PT repita na eleição estadual, o padrão da sucessão municipal, apoiando um candidato de fora da legenda. No caso seria o PDT a oferecer o nome de Romildo Bolzan Júnior. Uma coincidência, se for essa a composição pode haver dois nomes da cidade de Osório: Alceu Moreira e Romildo (presidente do Grêmio) são ex-prefeitos da cidade litorânea.

 

 

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